Reversejar
13-04-2017 | por F.S.L
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Busca de matéria


Ai! quem nos dera a nós chegar às estrelas
Sem termos que escalar sonhos que alimentamos
Abri-las, olhá-las de perto p’ra vê-las
Se são como aquelas que sempre sonhamos.

Pois quando pelo espaço em correrias vamos,
Em rotas que são e sempre os rastos delas,
Por perto que estejamos e pelo que as olhamos
Jamais saberemos se do Céu são janelas.

São espaços virtuais dos nossos conceitos,
São temas poéticos da nossa ansiedade,
São alvos luminosos talvez uns trejeitos,
Com que Deus nos mostra a sua vaidade…

Temas inesgotáveis do poeta em embrião,
Matéria atomizada centrada ou em mudança,
P’ra que um dia, sendo feita a dissecção,
Tenha a poesia outra visão de esperança.

Dia, noite, lua, estrelas, luz solar
Os ingredientes que tentam a alma,
E que o poeta sempre tenta agarrar
Pois só assim a ansiedade se acalma.

Voga pela noite o poeta às claras,
Troca seus barulhos p’lo silêncio que demora,
Fragmenta o Universo, em pequenas aparas,
Junta-as de seguida e inventa a aurora.

Acalmou angústias  - em jornada além
Buscando a matéria que o perturba tanto,
E se não a encontra inventa o que ninguém
Jamais inventará o que lhe custa tanto…

 

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