«Peónia Vermelha»
Primeiro romance de André Oliveira apresentado à cidade
28-12-2016 | por António Gomes Costa
Concorreu às eleições autárquicas em 2013 pelo Bloco de Esquerda. André Oliveira apresentou, na última semana, o seu primeiro romance, na Biblioteca de S. João da Madeira. «Peónia Vermelha» tem chancela da Chiado Editora e, segundo o seu autor, trata-se de um “um thriller rápido e intenso”.
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“Poderá um amor impossível salvar a humanidade de uma catástrofe de proporções internacionais?” - esta é a grande questão e mensagem do primeiro romance de André Oliveira, escritor, músico, ator, que concorreu às eleições autárquicas em 2013 pelo Bloco de Esquerda, à Câmara Municipal de S. João da Madeira e que apresentou a sua obra à cidade, no passado dia 15, na Biblioteca de S. João da Madeira, rodeado de admiradores, amigos e familiares.
«Peónia Vermelha» tem chancela da Chiado Editora e chegou às livrarias em Setembro último. Além de um “desafio”, esta obra é também “um sonho realizado”, para André Oliveira, que equipara este romance a “um thriller rápido e intenso”.
A apresentação do romance esteve a cargo de duas antigas docentes do autor, Cristina Marques e Paula Amorim, que marcaram de alguma forma a vida do jovem escritor, uma vez que na juventude foi poeta e participou em revistas literárias das escolas. As docentes abordaram um pouco o percurso académico do “ex-aluno”, daquilo que se lembravam dele, destacando o seu romance de estreia. Cristina Marques mostrou também um exemplar do primeiro número de Doutrum Lament, revista poética e literária que ainda hoje existe, e que foi criada por André de Oliveira e outros colegas nos tempos de Escola na Oliveira Júnior.
Recorde-se que o lançamento oficial do primeiro romance do autor aconteceu a 15 de Outubro e encheu a Casa da Boavista – Chiado Clube Literário & Bar, no Porto, contando com a presença do ator António Capelo como orador convidado. As apresentações seguintes aconteceram nas lojas FNAC de Gaia e Almada, Centro Cultural de Milheirós de Poiares, Biblioteca Municipal de Vale de Cambra, inserido no evento da Feira do Livro e Flor de Lótus, em Cesar.
Apresentações essas sempre muito participadas e com muitos livros vendidos. Entre os oradores convidados estiveram Moisés Ferreira (deputado na Assembleia da República pelo BE), Luís Aguiar (poeta), Luís Pires (escritor), Augusto Pinho Santos (Presidente da Junta de Milheirós de Poiares).
Em declarações à nossa reportagem, André Oliveira mostra-se confiante no novo ano que se aproxima. Acredita que 2017 reserva-lhe muitas “novidades e algumas surpresas” para a sua carreira de escritor e na divulgação deste seu primeiro romance.   
O autor de «Peónia Vermelha» afirma que este romance é a “estória de uma mulher misteriosa que põe em risco a segurança de uma vida confortável em prol de valores como a justiça e a liberdade”. Chi Shao, a personagem principal, é uma mulher com muitas “pontas soltas no seu passado obscuro”. No entanto, são essas mesmas ligações ao passado “que a tornam a heroína desta estória”. André Oliveira adianta ainda que «Peónia Vermelha» “levará o leitor a viajar desde a Cidade Proibida, em Beijing, até Lisboa, Frankfurt e Bruxelas, num enredo que expõe o lado mais negro da corrupção política, dos interesses financeiros das grandes corporações farmacêuticas, e da alma humana”.       
Quanto ao nome do romance, refere que a peónia vermelha é uma das suas flores preferidas. “Enquanto curioso e estudioso da cultura oriental, descobri que essa flor é muito utilizada no tratamento de certas patologias da mulher, na medicina tradicional chinesa”. E, consoante ia estudando isso mesmo, “foi-me surgindo a possibilidade de uma estória que acabei por desenvolver”. O enredo de «Peónia Vermelha» foi-se “desenvolvendo por si mesmo ao longo do tempo. Sendo a peónia vermelha uma das flores nacionais da China, e passando-se grande parte da ação nesse mesmo país, achei que poderia ser interessante o romance chamar-se também Peónia Vermelha”.  
Apesar de ser o seu primeiro romance em livro tornado público, o escritor afirma que, na realidade, este é o seu segundo romance. “O primeiro está na gaveta e tem de ser reescrito. Quando terminei este meu primeiro romance, achei que estava tão mau que acabei por o guardar na gaveta e tentei esquecê-lo (risos!!!). Depois comecei logo a escrever este, que hoje é «Peónia Vermelha» e, finalmente, ao fim de mais de quatro anos, ele é publicado e estou muito contente com o resultado final”, concluiu.

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