Próximo evento está já agendado para 18 de Maio
«Ruas Vivas» e o bom tempo trouxeram sanjoanenses à Praça
18-04-2013 | por Ana Luísa Tavares
O bom tempo que se fez sentir foi uma ajuda, é certo, mas a programação cultural preparada para o primeiro sábado do projecto «Ruas Vivas» conseguiu atrair dezenas de sanjoanenses à Praça e demais locais, onde os eventos se desenrolaram. Está no terreno o projecto que quer dinamizar o comércio tradicional.
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O comércio tradicional de S. João da Madeira tem agora um aliado em tempos de crise. O projecto «Ruas Vivas», que junta esforços da Associação de Comerciantes, a Câmara Municipal e os Ecos Urbanos, está já em execução e, no passado sábado, apresentou uma programação cultural que conseguiu atrair muitos sanjoanenses a alguns espaços públicos da cidade. Foram teatros, exposições, instalações e espectáculos musicais, que decorreram de manhã até à noite com o propósito de dinamizar o comércio. Uma programação pensada pelos Ecos Urbanos, colectividade já com cartas dadas no que diz respeito à animação de rua.
Já a serem preparados estão os próximos eventos. Segundo Catarina Fernandes, presidente dos Ecos, que no sábado falou com ‘O Regional’, os próximos «Ruas Vivas» deverão decorrer a 18 de Maio e a 1 de Junho, dia em que as crianças vão ser o centro da programação.
Por sua vez, Antero Quinta, da Associação de Comerciantes e uns dos impulsionadores desta iniciativa, confessou que gostaria era de “fazer um evento a cada 15 dias”. “Se todos os comerciantes se unirem e se tivermos apoio, talvez se consiga”, salientou, reafirmando que é objectivo que a animação chegue a vários pontos da cidade. “Vamos procurar vários pólos para dinamizar o comércio tradicional”, sublinhou.
O dirigente é defensor de que, com criatividade e espírito de luta, os comerciantes locais podem dar a volta aos tempos cinzentos.
Contrariando a desmoralização que diz sentir entre os comerciantes, Antero Quinta afirma que não é de braços cruzados que se resolvem os problemas. “Temos que ser criativos (…) com o objectivo de conseguirmos o melhor, porque, se houver um interesse e uma abertura entre todos, consegue-se fazer um trabalho apelativo, que realmente chame gente à terra”, defendeu.
Já Rui Costa, vereador com o pelouro da Cultura, que no sábado de tarde estava na Praça Luís Ribeiro a presenciar a animação, referiu como é “determinante o envolvimento dos comerciantes” nestas iniciativas e apelou para que os mesmos adiram ao projecto e se esforcem por ter “algo de diferente ou de especial” para os clientes nos dias de «Ruas Vivas», tornando-se parte activa da programação, porque “é em grande parte para eles que existe este projecto”.

Reconciliar os cidadãos e a cidade

Sempre pronta para abraçar projectos que valorizem a cidade, a direcção dos Ecos Urbanos recebeu de “braços abertos” o desafio para trabalhar a animação do «Ruas Vivas».
Para Catarina Fernandes, a animação do centro urbano pode servir para “reconciliar os cidadãos, os sanjoanenses com a sua própria cidade”, pois há “uma mágoa muito grande pela praça Luís Ribeiro e pelas zonas pedonais terem sido deixadas um pouco ao abandono”.
Para voltar a animar as ruas, a presidente dos Ecos referiu que pretendem incluir na programação sobretudo iniciativas desenvolvidas por sanjoanenses, mostrando assim à cidade o que “as pessoas da terra fazem de melhor”. Contudo, também haverá na agenda actividades de outros grupos fora do concelho, potenciando “um intercâmbio de informação entre todos”.

Uma nova dinâmica

Com a abertura para breve de dois novos equipamentos na cidade – a Casa da Criatividade e a Oliva Creative Factory – urge preparar o espaço público para uma nova dinâmica, que o «Ruas Vivas» vem estrear.
“Espera-se que novos públicos venham à cidade, até porque se tratam de instalações que viveram muito das pessoas, não apenas de S. João da Madeira, mas da região e até do país. Essa dinâmica não deve estar divorciada da cidade em si e, portanto, é importante haver projectos que dinamizem e tragam às ruas da cidade as pessoas”, referiu à nossa reportagem Rui Costa, sobre a importância do «Ruas Vivas».

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