Redução de receitas da Associação Humanitária de S. João da Madeira
Bombeiros começam a cobrar serviços não urgentes
01-08-2012 | por Catarina Sousa Silva
Os serviços não urgentes prestados pelos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira começaram a ser pagos, por quem os requisitar, a partir do dia 1 de Agosto. A queda drástica das receitas da Associação é o principal motivo que explica a medida.
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A partir deste mês, todos os serviços não urgentes, incluindo prevenções, terão de ser pagos à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira pelos respectivos requisitantes. Em declarações a ‘O Regional’, o presidente da direcção desta Associação referiu que as “principais dificuldades sentidas pelos Bombeiros são a grande redução das receitas, especialmente no transporte de doentes” e acrescentou que “as reduções variam entre 80 a 100 mil euros”. Desta forma, todos os transportes de doentes não urgentes, alugueres de instalações da Associação e saídas de prevenção são alguns dos serviços que começarão a ser cobrados segundo os preços contantes na tabela existente e que estão de acordo com o que está superiormente estabelecido.
Pode ler-se, em comunicado enviado às redacções, que a queda das receitas exigiu medidas imediatas, no sentido de garantir a sustentabilidade do Corpo de Bombeiros e da própria Associação. “Até agora podíamos prestar o serviço gratuitamente, mas, a partir do momento em que as receitas começaram a cair, tornou-se necessário criar fontes de receita para cobrir o défice”, de acordo com Carlos Coelho.
O presidente da Associação Humanitária referiu ainda que “esta medida, por si só, não vai resolver o problema”, mas que é uma medida entre muitas para tentar ajudar a solucionar a questão. “O problema só se vai resolver através de um conjunto de medidas”, segundo Carlos Coelho.
Com o pagamento destes serviços, o presidente desta Associação ainda não consegue esclarecer sobre quanto pode reverter para os Bombeiros. “Depende do número de serviços que forem requisitados, que variam sempre muito de ano para ano, entre prevenções, cortes de árvores, aluguer de instalações”.
No que toca à reacção da população a esta medida, Carlos Coelho considera que não vai haver nenhum problema. “Todos sabem que para terem os serviços têm de os pagar e o pagamento destes serviços é normal em qualquer outro lado”. O representante dos Bombeiros Voluntários chama a atenção, contudo: “as urgências e emergências continuarão a ser gratuitas”.

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