Questões da nossa cidade DVII
19-07-2012 | por Adé
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1 – Os partidos ainda não aprenderam…
Ao que parece, os partidos políticos - os locais em particular - aprenderam pouco ao longo dos anos que levamos de democracia. Ainda não entenderam o quanto é importante manter uma aproximação aos eleitores das suas localidades no decorrer do tempo que medeia entre um e outro acto eleitoral.
Esquecem-se de visitar, pelo menos uma vez por ano, os bairros e lugares do concelho, para observarem e auscultarem as pessoas sobre as carências que As incomoda e que devem ser suprimidas para a melhoria da qualidade de vida dos residentes desses mesmos bairros e lugares.
Os políticos eleitos através dos votos dessas pessoas esquecem que - estando no poder ou na oposição - devem ser os porta-vozes que levam aos órgãos autárquicos as suas queixas, as suas ambições colectivas, de forma a que essas preocupações sejam minimizadas ou mesmo suprimidas.
As pessoas valorizam os pequenos gestos de quem se preocupa com as carências do seu bairro ou lugar, que têm sempre consequências no seu próprio bem-estar, como quem diz, na sua qualidade de vida.
Aparecer nos bairros e lugares da cidade apenas de quatro em quatro anos, para “mendigar” aos residentes o apoio expresso em voto nas próximas eleições, é ofender quem nos bairros e nesses lugares vive, que não beneficia de um retorno do seu apoio aos políticos locais.
O PSD, que nestas duas semanas já visitou dois bairros na cidade e que terá ficado frustrado com a atitude de desprezo a que foram votados pelos residentes, sabe bem do que estou a falar. O mesmo acontecerá com os outros partidos quando começarem a fazer, de igual modo, as visitas para “mendigarem” o apoio expresso em votos nas próximas eleições.
As pessoas fartaram-se do abandono a que sistematicamente foram votados pelos políticos locais, que apenas se recordam das pessoas com a aproximação de eleições. O que não invalida que na altura de votar não estejam presentes para um acto cívico, que deve ser por todos encarado como muito importante.

2- Excelente opção?
“Muitas afirmações são erros ou falsidades na base das quais se constroem teorias incorrectas”. Esta afirmação - que foi proferida pelo Dr. Castro Almeida na Assembleia Municipal, onde o assunto da água foi o tema principal - encaixa perfeitamente naquilo que os defensores da criação da empresa público/privada Águas de S. João têm vindo a dizer.
De uma coisa tem-se a certeza: o Dr. Castro Almeida, por aquilo que tem declarado, demonstra que se sentiu impotente ou incapacitado para realizar a tal “revolução” que levaria ao “rejuvenescimento” do sector que, ele diz, teria sido necessário fazer-se no serviço da água, se o mesmo continuasse exclusivamente na alçada da Câmara Municipal. E, por isso, decidiu arranjar, a troco de 49 por cento das acções, um parceiro que fizesse aquilo a que ele próprio não se sentia capacitado para fazer.
Ora bem, quem não tem coragem para tomar decisões difíceis para benefício da sua autarquia e da sua população dificilmente poderá dirigir empresas onde essas mesmas decisões teriam que ser tomadas, como seria, seguramente, no Metro ou no STCP no Porto.
Diz ainda o Dr. Castro Almeida, “que dentro de pouco tempo a água de S. João da Madeira vai ser das mais baratas da zona. Basta que não se mexam e deixem em vigor os contratos”, questão que, diz, deve ser analisada “sem complexos ideológicos”.
É clara a preocupação do Dr. Castro Almeida na eventualidade de quem vier a seguir a si possa ou se proponha a desfazer o que agora fez.
Falta saber ainda se, para além da demonstrada incapacidade de revolucionar o sector, não houve aqui também uma questão ideológica a decidir da privatização dos 49 por cento do serviço da água.

3 – O programa de apoio à família
Foi devidamente divulgado o programa de Apoio à Família, programa que visa o acompanhamento das crianças no pré-escolar e nos horários em que não estão com as educadoras - entre as 7h30 e as 9h00, durante o almoço, e das 15h30 e às 18h00, em que se aplaude o esforço financeira da autarquia para que os custos sejam de todo suaves aos encarregados de educação.
Apenas um reparo me apraz fazer, sobre o horário de saída das crianças às 18h00, quando ainda há pais que apenas às 18h00 saem dos respectivos empregos, o que os obriga a uma desenfreada e apressada viagem até à escola.
Não seria aconselhável o alargamento para as 18h30, com um pequeno sacrifício, devidamente repartido por todos os funcionários, em apenas meia hora?

4 – Extraordinário feito da Ana Rodrigues
Tenho lido, como amante do desporto em geral, todas as notícias desportivas publicadas nos nossos jornais locais. E, sendo assim, não me tem passado despercebido as crónicas de alguns dos nossos escribas que têm elogiado os feitos da nadadora são-joanense Ana Rodrigues.   
Desta vez, há mais que um motivo para nos sentirmos todos regozijados: A Ana Rodrigues é a primeira atleta olímpica saída do amplo movimento desportivo da cidade de S. João da Madeira, o que muito nos orgulha pelo seu feito enorme.
Está de parabéns a atleta e o seu treinador, Luís Ferreira, bem como a AEJ, que conseguem na verdade um feito fantástico e que deverá ser, no futuro imediato, como um exemplo a seguir pelos muitos atletas das várias modalidades praticadas na cidade.
Naturalmente que o Dr. Castro Almeida tem todo o direito de se sentir igualmente feliz, uma vez que a atleta usufruiu das instalações desportivas municipais, para além do apoio que a autarquia presta às associações que se dedicam à formação, como é o caso da Associação Estamos Juntos. Uma associação fundada por pessoas que respiram desporto por todos os poros do corpo e que merecia um maior reconhecimento da edilidade e da população são-joanense.
Parabéns, Ana Rodrigues! Que desfrute deste momento magnífico da sua carreira desportiva, que a compensou de todo o esforço e sacrifícios que fez ao longo de anos para atingir este elevado patamar, como são os Jogos Olímpicos, reservado apenas para as melhores das melhores atletas do mundo.

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