- À sombra do claustro
19-07-2012 | por Carlos Alberto Pereira Dias
Vestindo seu hábito negro escuro,
A cabeça coberta pelo capuz;
O monge no Claustro pensa procurar
O caminho da verdade e da luz.
Manuseando as folhas do Breviário,
Vai o monge dialogando com Deus;
Cada página é uma oração
Que da Terra se encaminha p’ros Céus.
A sineta toca lembrando o monge
Que é chegada a hora da oração;
Dirige-se ao Mosteiro, ali próximo,
E se entrega a Deus d’alma e coração.
- Meu Senhor, meu Deus, eis-me aqui prostrado,
Implorando-Vos pela humanidade,
Que vive tempos de grandes incertezas;
A todos mostra a via da verdade.
E o frade após sua meditação
Vai cumprir o que o Mestre lhe ensinou:
- Ausculta, meu filho, as minhas palavras,
Também as Daquele que por ti chamou.
- Foste, sim, um dos escolhidos por Ele
E agora põe ao Seu serviço os bens
Que, outrora, Ele em ti depositou;
Saberás, outrossim, o Pai que tu tens.
Debruçado sobre si mesmo, o monge
Procura cumprir com toda a humildade
Todos os ensinamentos do bom Mestre:
Pobreza, obediência, castidade.
E, no silêncio do velhinho Claustro,
Tal como lhe pedira Cristo Jesus,
O bom monge recolhe-se a rezar,
Ocultando a face sob seu capuz.
- Senhor! Olhai para o Vosso humilde servo
E desviai-o de todo o mal, Vos peço.
Mas… sois tão bom, amigo e paternal,
Será, Senhor meu Deus, que eu Vos mereço?
E o monge segue sua difícil missão
Para provar a mensagem de Jesus:
- Amai-vos uns aos outros como amei
Todos os que morreram como Eu na Cruz.


