Questões da nossa cidade DV
05-07-2012 | por Adé
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1 – Vítima dos efeitos colaterais?
Ao contrário do que eu acreditava na passada semana, a nomeação do Dr. Castro Almeida para a administração da Metro do Porto está em risco de não acontecer. E, provavelmente, por estar a ser vítima dos efeitos colaterais da “guerra” política entre o Dr. Rui Rio (presidente da Câmara Municipal do Porto) e o Dr. Luís Filipe Menezes (presidente da Câmara Municipal de Gaia).
Se existe na verdade a intenção do Dr. Rui Rio em apoiar o Dr. Castro Almeida para a função administrativa na Metro do Porto, o mesmo não se poderá dizer relativamente ao Dr. Luís Filipe Menezes que, seguramente e por razões óbvias, não apoiará, creio que em quaisquer circunstâncias, o Dr. Castro Almeida.
Depois, é de crer que o Dr. Castro Almeida não tenha igualmente o apoio do actual governo do PSD, uma vez que foi apoiante incondicional do Dr. Paulo Rangel, no congresso que elegeu o Dr. Passos Coelho como presidente do PSD. E isto, na política, interna neste caso, faz toda diferença.
Aliás, há quem pense que a visita do Dr. Miguel Relvas, ministro dos Assuntos Parlamentares, a S. João da Madeira, há semanas atrás, numa altura em que a sua popularidade política estaria em muito baixa cotação, serviu uma estratégia. Estratégia essa que visava o possível apoio do ministro ao Dr. Castro Almeida junto do governo, que, como é suposto, terá sempre a última palavra na nomeação dos membros da nova administração da Metro do Porto.
Será que vamos ter o Dr. Castro Almeida a cumprir na íntegra o seu último mandato? Nunca se sabe, perante estes jogos políticos de interesse puramente particular.
Parafraseando alguém, “na política, tal como no futebol, o que é verdade hoje é mentira amanhã”.

2 – Pancadaria de arrumadores em plena rua
Quando existem queixas contra alguém que recorrentemente tem comportamentos desajustados, com ofensas verbais às pessoas, no local onde se apresenta como arrumador de automóveis junto ao Centro de Saúde desta cidade; e quando essas mesmas queixas são reforçadas e confirmadas por artigos num jornal local, dando conta da existência de alguém, no mesmo local, que exerce formas de pressão sobre pessoas idosas, em especial as pessoas do sexo feminino, para que lhe dêem uma moeda, sem qualquer contrapartida, utilizando palavrões ofensivos quando não obtém dessas pessoas aquilo que agressivamente solicita - o que, minimamente, se espera da polícia, é que ela tome medidas para persuadir essa mesma pessoa a mudar de comportamento, impedindo-o de continuar a molestar os transeuntes, nem que para isso lhe proíba a frequência do local para uma acção pública de mendicidade, proibida por lei vigente.
É claro que quando a atitude das autoridades não é, no nosso entender, a mais adequada para prevenir comportamentos muito mais graves, algo de aborrecido - mas não inesperado, como é óbvio - acaba sempre por acontecer.
Infelizmente aconteceu, na passada semana, no local referido, junto ao Centro de Saúde. Quando um novo arrumador apareceu no local para tentar obter algum proveito, foi duramente agredido por três pessoas: dois homens e uma mulher, que, supostamente, têm aquele local demarcado como “propriedade” sua e não admitem que mais ninguém exerça ali a tarefa de arrumador “voluntário” -  que exige moeda dos condutores dos automóveis e até dos peões que ali transitam de/ou para casa.
Ao que apurámos, um dos agressores será, supostamente, o tal abusador a que nos referimos inicialmente e que está referenciado pela polícia, por queixas existentes sobre o seu comportamento abusivo e ofensivo.
O Comandante da polícia pensa, como eu penso - porque já conversámos sobre isso -  que o facto desses arrumadores conseguirem o dinheiro necessário nessa tarefa para sustentarem os seus infelizes vícios, evita que andem a assaltar casas ou estabelecimentos comerciais.
Acreditamos que assim seja! Mas o que não podemos admitir é que, por esse motivo apenas, esses viciados arrumadores, que estão referenciados como incorrectos, intolerantes, malcriados e agressivos no comportamento, não sejam impedidos pelas autoridades policiais de exercerem essa tarefa nos locais onde se portam mal. As pessoas, de modo geral, não podem ser as vítimas daqueles a quem as autoridades não encontram forma de persuadir dos seus comportamentos inadequados. Cabe à polícia controlar ou mesmo reprimir estas situações, até porque é essa a sua tarefa primeira; o de garantir a segurança pública em defesa das pessoas e dos seus bens.
    
 

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