Jorge Lima defende a realização de referendo
14-06-2012 | por Joana Gomes Costa
Jorge Lima tem vindo a analisar a possibilidade de Milheirós de Poiares vir a integrar o concelho de S. João da Madeira, tendo encetado contactos tanto com os órgãos autárquicos da freguesia feirense (que se fizeram representar na conferência de imprensa convocada, ontem, pelo candidato independente), assim como junto da população. Muito além da vontade da “maioria” dos milheiroenses e que é “acarinhada” pelos sanjoanenses, Jorge Lima aponta também a questão geográfica para a união das duas freguesias que estão localizadas “no vale do mesmo rio”, com a população de Milheirós a fazer “parte da sua vida em S. João da Madeira”.
A primeira vantagem na integração de Milheirós no concelho sanjoanense que Jorge Lima identifica seria o consequente aumento da dimensão, que levaria à “baixa significativa da densidade populacional”.
Como “factor estruturante” aponta também a possibilidade de canalizar esforços para a despoluição total do rio que une as duas freguesias.
No que concerne ao ordenamento urbano, Jorge Lima acredita estar em Milheirós a resposta à “oferta de residência qualificada”.
Do lado do ordenamento do território, o candidato considera que “a cinta de 8 quilómetros quadrados encurta o desenvolvimento de S. João da Madeira”, pelo que a integração de Milheirós e consequente alargamento seria “fundamental para o ordenamento” do concelho. Neste sentido, Jorge Lima dá o exemplo da pretensão do município em ampliar a Zona Industrial das Travessas, criticando o valor previsto para as expropriações de terrenos, questionando em que condições serão depois estes disponibilizados e apontando a existência de terrenos em Milheirós para acolher actividade industrial.
Comenta ainda Jorge Lima que todos os serviços básicos e infra-estruturas existentes em S. João da Madeira serão facilmente disponibilizados à população milheiroense.
E para o candidato independente, tudo isto é possível “com pouco dinheiro”, garantindo mesmo que “é suficiente que as transferências da administração central sejam o que a lei prevê”. Referindo-se a um estudo da CCDR-N que conclui que “a Câmara de S. João da Madeira tem o maior rácio de trabalhadores por mil habitantes da região norte”, Jorge Lima acredita que este município tem “meios” para tornar possível a integração.
Jorge Lima adiantou saber que está em marcha a criação de um processo de consulta pública em Milheirós de Poiares, que poderá passar por um “referendo” para aferir da vontade da população, admitindo que o mesmo possa ser feito em S. João da Madeira.
Quanto às posições já assumidas das autarquias sanjoanense e feirense, Jorge Lima diz: “não ficámos admirados nem com a ausência de acção de S. João da Madeira, nem com a posição da Feira”.
“Existe uma enorme tendência para a imobilidade”, afiança, ao considerar que o projecto do Governo para a reforma administrativa “mexe um bocadinho, deixando quase tudo na mesma”. Mas já a pretensão de Milheirós de Poiares classifica como uma “pedrada no charco”.
Jorge Lima assume que a “última deliberação” sobre esta matéria caberá à Assembleia da República, mas garante: “não vamos desistir”, na convicção de que o alargamento do concelho seria “bom” tanto para S. João da Madeira como para Milheirós de Poiares.
Entretanto, sabe-se que estará para breve o agendamento de uma sessão da Assembleia de Freguesia de Milheirós de Poiares, na qual deverá ser apresentada uma proposta no sentido de fazer um referendo quanto a esta matéria.


