CDS-PP questiona Ministério da Saúde
“Câmara apática quanto ao futuro do hospital”
14-06-2012 | por António Gomes Costa
O CDS-PP de S. João da Madeira diz não compreender a razão de tanto mutismo e de tanta apatia do presidente da autarquia na defesa do Hospital, numa altura em que a reforma hospitalar em curso levanta muitas dúvidas quanto ao futuro desta unidade de saúde em S. João da Madeira.
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O CDS-PP de S. João da Madeira mostra-se preocupado com o “calculismo e o tabu” do presidente da câmara de S. João da Madeira relativamente ao hospital da cidade. Nesse sentido, solicitou, no último dia 6, aos deputados do seu partido, na Assembleia da República, para, juntos, elaborarem um requerimento ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, para que este confirme se o hospital de S. João da Madeira vai ainda continuar a perder mais valências e que informações o ministro pode facultar relativamente a eventuais mudanças que possam vir a ocorrer neste hospital.
Manuel Correia, líder do CDS-PP local, fez saber, na última segunda-feira, dia 11, em conferência de imprensa, na sede do partido, que a comissão política do seu partido considera “quase criminoso” encerrar serviços de saúde “em nome da racionalização económica, quando não estão garantidas estruturas em rede que permitam uma eficaz cobertura sobre o tempo de socorro ao local que permitam prestar os primeiros socorros em tempo útil”.


“As pessoas estão acomodadas e cheias de esperança”

Visivelmente preocupados com a publicação da nova Carta Hospitalar, e que “continua a levantar muitas dúvidas”, este partido mostra-se “alarmado com a notícia de que o governo vai encerrar alguns serviços de saúde e hospitais, entre eles o de S. João da Madeira”.
O presidente da concelhia diz não entender tanto “mutismo” e entende que a “câmara está apática quanto ao futuro do hospital”.
Manuel Correia desafia Castro a Almeida a quebrar o silêncio relativamente ao futuro desta unidade de saúde. Entende, por isso, ser pertinente que o chefe máximo do executivo “esclareça a população sobre a credibilidade das notícias que circulam sobre a nova reforma hospitalar”.
O líder partidário centrista, questionado pelos jornalistas relativamente à tranquilidade da população quanto a este assunto, refere que “as pessoas estão acomodadas, possivelmente, cheias de esperança”.



 

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