«Conversa a Dois» convida Rodrigo Saraiva
07-06-2012 | por António Gomes Costa
Rodrigo Saraiva nasceu a 5 de Outubro de 1982 e considera-se uma pessoa "abençoada, feliz, calma, muito tranquila" e garante que isso se reflecte nas suas prioridades do momento, pois "sou uma pessoa profissionalmente realizada, familiarmente muito pleno e isso espalha-se na minha atitude diária com as pessoas". Os olhos brilham quando o actor fala do seu filho Rodrigo de um ano. "Sou um pai muito presente" e garante que o que mais o assusta é "a necessidade de trazer pão todos os dias para casa", principalmente numa altura em que o mundo tem traçado um cenário difícil e, por isso, receia que o mesmo não seja "o melhor para o meu filho", o que o leva a não dispensar o sorriso do seu filho, diariamente.
Ao longo "da minha carreira, tenho tido muitíssima sorte com as pessoas com quem tenho trabalhado, arriscando-me a dizer que sou uma pessoa abençoada".
Numa conversa sem pressas nem reservas, diz que o Porto é a sua cidade preferida. "Tem para mim a história de uma cidade onde fui muito bem tratado, onde fiz e tenho muitos amigos, sou sempre muito bem recebido, como muito bem". E, apesar de do cinzentismo da Avenida dos Aliados ser estranho para muitos, "para mim é perfeitamente apelativo".
Rodrigo Saraiva garante ser um homem de sete ofícios. Percorre o país, neste momento, com a peça «Toda a Gente sabe que toda a Gente Sabe», onde assume o papel de um homossexual, está a fazer uma outra infantil, participa ainda na série da RTP «E depois do Adeus», "tenho ainda a minha plataforma de criativos com o Afonso Pimentel e sou ainda funcionário na câmara Municipal de Cascais, onde trabalho no Departamento de Comunicação". Garante que abraçou esta oportunidade numa altura em que ia ser pai, pois "nem todos os actores podem viver da representação" e era urgente "ter um emprego com alguma garantia". Apesar de não ser fácil conciliar tudo em simultâneo, garante que "nunca fiz nada contrariado e nem sequer me passa pela cabeça algum dia o fazer".
"Eu nasci a ver teatro"
Ser actor foi sempre uma paixão. "Eu nasci a ver teatro, pois os meus pais faziam teatro amador e de alguma forma este gosto foi semeado".
Nesta entrevista, falou da sua infância e da boa relação que sempre teve com a sua família. "Tenho três irmão e sempre nos demos muito bem e tive sempre uma óptima relação com os meus pais".
A arte de comunicar também não deixa de ser uma paixão. "A minha família sempre esteve ligada aos jornais. O meu pai foi um nome ligado à ‘Grande Reportagem’, bem como o meu irmão mais velho, e a minha mãe também por lá andou, mas desligou-se no pós 25 de Abril".
Não conduz, anda de bicicleta, define-se como um homem calmo, completamente agnóstico, sereno, espontâneo, homem de sentido de humor peculiar, gosta de cinema, não tolera a mentira, gosta de dizer as coisas nos locais e na hora certa e continua verdadeiramente apaixonado pela sua mulher, a actriz Vera Feu.
Recorde-se que o actor ganhou espaço na televisão em «Médico de Família», na SIC. Na primeira série de «Morangos com Açúcar», na TVI, ganhou uma maior visibilidade. Depois, passou pela «Floribella» e, agora, será um professor no «Prestige International School» da novela «Rebelde Way», da SIC.


