23-02-2012 | por Carlos A. Matos
Sentei-me em frente do computador para começar a escrever sobre este VII encontro dos ex-apontadores da Oliva e de repente lembrei-me de uma pequena frase de Mark Twain, que cito: «Faz que cada dia seja o mais belo da tua vida».
Cada momento, que pode ser este mesmo momento em que escrevo, tenho a nítida noção de que quando este texto for publicado nas colunas deste semanário, sei que estarei a partilhar - não apenas para cerca de quatro dezenas de amigos com quem convivi neste dia -, mas também com muitos mais colaboradores(as) da extinta OLIVA-Indústrias, porque «A beleza das coisas mora na alma dos que as contemplam» - David Hume.
Volvidos trezentos e sessenta e cinco dias, o reencontro aconteceu pela manhã do sábado dia 4 deste mês de Fevereiro, em local já conhecido de todos. Os cumprimentos e abraços do momento restabelecem e renovam a amizade que nos une há muitos anos. Cerca das 10 horas, os lugares do autocarro foram sendo ocupados e a partida deu-se de seguida em direcção à cidade de Aveiro, onde permanecemos durante algum tempo. Alguns de nós receberam com tristeza a notícia do falecimento de um nosso colega, João Carlos Brandão, que "partiu..." para o Paraíso. Ainda Mark Twain: «Acreditar no sentido da vida é vislumbrar a luz da Eternidade».
Depois seguimos mais para sul e o autocarro estacionou num largo junto a um restaurante, de nome "Abílio Marques". Este restaurante fica num lugar chamado Bom Sucesso, na freguesia de Aradas, concelho de Aveiro.
O almoço decorreu em ambiente de confraternização, de alegria e de partilha.
Após o café (passava já das 16h) e quando o pessoal se ia levantando dos seus lugares, ouviram o trinar de uma guitarra eléctrica, som que vinha de uma grande sala ali ao lado. Nessa sala, havia um equipamento de música: guitarra eléctrica, bateria, colunas de som, etc. Então quem havia de estar a manusear o dito instrumento? O Luís Simão, claro! Todos nós nos juntamos em seu redor para o ouvir tocar e cantar. Eis que entrou em cena o colega Zé Manuel, o nosso fadista. De início notou-se algum desacerto entre a voz e a guitarra, de modo que se criou ali um pequeno "contencioso" entre os dois intérpretes. A "multidão" não arredava pé dali e obrigou-os a entenderem-se musicalmente de modo a não deixarem frustrados aqueles que os queriam ouvir. Como as solicitações eram mais que muitas, os dois intérpretes acabaram por se entenderem nos acordes e depois cantou-se, realmente, o fado. Muitos foram os aplausos.
O tempo foi passando e era também tempo de regressar.
Mas houve ainda tempo para irmos até à Costa Nova, onde aproveitámos a oportunidade para obter a foto de família. O vento ali fora soprava fresco e com alguma intensidade. Já em S. João da Madeira, apenas uma pausa para as despedidas e o regresso às nossas casas.
Uma palavra de apreço para o nosso "patriarca", sr. Armando Marques, pela sua presença. O nosso muito obrigado ao Mário, Silva e David, os promotores do evento.
Para o ano, se Deus quiser, cá estaremos todos juntos!
Termino citando Santo Agostinho: «A alma alimenta-se com o que a alegra».
Aquele abraço!
S. João da Madeira, 8 de Fevereiro de 2012


