Partido fala num “futuro imediato muito preocupante”
PCP desafia Castro Almeida a clarificar situação do Hospital
16-02-2012 | por Joana Gomes Costa
O PCP de S. João da Madeira manifestou a sua “mais viva inquietação pela situação a que chegou o nosso Hospital”. Traçando um “futuro imediato muito preocupante”, o partido desafia o presidente da autarquia e o PSD local a “desenvolverem acções que rompam com a inactividade” e clarifique a situação desta unidade de saúde.
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Quer o PCP que Castro Almeida “clarifique as coisas e tenha a honestidade de olhar de frente para as coisas”, como afirmou Fátima Guimarães, em conferência de imprensa realizada na passada segunda-feira, dia 13.
Os comunistas desafiam mesmo o presidente da autarquia a provar que não têm razão quando afirmam que “o Hospital de S. João da Madeira caminha desesperadamente para o fecho definitivo”.
Para sustentar esta afirmação, Carlos Lopes enumerou algumas situações, a começar com a retirada do “Serviço de Urgência, que contava com a presença permanente de cirurgião, anestesista e ortopedista”, apontando que hoje “existe uma consulta aberta, ainda que se mantenha a indicação de ‘Urgência’, mas a não corresponder à realidade da função”. A manutenção da placa informativa com a designação ‘Urgência’ é, aliás, uma das críticas do PCP.
Carlos Lopes falou ainda no desvio das “especialidades de cirurgia, urologia, oftalmologia e otorrinolaringologia” para o Hospital de Santa Maria da Feira, denunciando também que “o equipamento hospitalar continua a ser deslocado para a Feira, bem como o pessoal médico, de enfermagem e administrativo”.
Das “100 camas existentes, só 30 são eventualmente utilizadas”, sublinhou Carlos Lopes, lembrando que “já não existe laboratório de análises clínicas, nem muitos outros serviços que eram parte integrante desta unidade hospitalar”, sendo que, “por regra”, o Hospital “tem as portas fechadas a partir das 20 horas e aos fins-de-semana”.

“Constantes silêncios não ajudam”

Por estes motivos, o PCP questiona se vão ser necessários “mais dados para se concluir que o Hospital ainda não foi declarado encerrado”.
O PCP conclui, “olhando para o processo que conduziu a esta situação”, que “há acordo do PSD e do CDS com as políticas iniciadas pelo PS para destruir o Hospital Distrital de S. João da Madeira”, medida que dizem se integrar “no ataque em curso ao Serviço Nacional de Saúde”.
Como referiu Carlos Lopes, o PCP considera que “o silêncio do presidente da Câmara Municipal” neste processo “é sinónimo de cumplicidade”. Na opinião deste partido, “os constantes silêncios não ajudam a inverter a intenção dos actuais governantes em reduzirem custos com o alheamento total e a consequente indiferença às verdadeiras necessidades das populações”.
É perante a “gravidade da situação” que o PCP se diz impelido a “desafiar” Castro Almeida, “bem como o PSD local que detém a maioria na autarquia”, a “desenvolverem acções que rompam com a inactividade a que têm votado os seus órgãos”. Uma das medidas reclamadas pelo PCP é a dinamização da comissão de acompanhamento criada no âmbito da Assembleia Municipal, assim como a exigência junto do Governo da “reabertura da Urgência e a dinamização do Hospital”.
O PCP alerta ainda o presidente da autarquia para a “necessidade de agir urgentemente, cumprindo o que chegou a prometer em tempos”, lembrando que Castro Almeida havia prometido encabeçar uma manifestação pública caso as negociações com a tutela falhassem.
“Se não o fizer, será cúmplice do encerramento do Hospital de S. João da Madeira”, afiançou o militante Carlos Lopes.
Fátima Guimarães e Maria Alice Vieira lembraram os dois abaixo assinados já realizados contra o encerramento do Hospital (o primeiro em 1998 com três mil subscritores e o segundo, em 2006, em que foram recolhidas mais de seis mil assinaturas), defendendo que, com o acordo assinado em 2008, com o Ministério da Saúde - na véspera da saída do então ministro - “parou-se com uma luta que era necessário ter sido mais assertiva”.

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Concorda com a proposta dos autarcas do EDV de requalificar a Linha do Vouga no troço de Oliveira de Azeméis até Espinho, ligando-a à Linha do Norte e criando assim uma nova ligação ferroviária directa ao Porto que seria inserida na concessão CP/Porto?

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