16-02-2012 | por Adé
1 - Dez anos é muito tempo…
Os leitores devem estar lembrados da antiga canção do Paulo de Carvalho, quando fez dez anos de carreira como cantor: “Dez anos é muito tempo…”
Pois é, o Dr. Castro Almeida não canta, pelo menos publicamente, que eu saiba, e, sendo assim, optou por mandar editar um livro dos seus dez anos de governação no nosso concelho. Ainda não vi o livro, mas estou curioso em vê-lo, porque estou ansioso por ver as lindíssimas fotos da nossa cidade tiradas pelo Patrice, que é suposto, ilustrarem o dito livro. Só por isso valerá a pena tê-lo.
Nesta altura de crise financeira, também nas autarquias, ao que sabemos, lá se conseguiu arranjar dinheiro para mais esta despesa com este livro. Que servirá para mostrar o que foi feito, na nossa cidade, nestes dez anos que marcam os dois mandatos e meio já cumpridos pelo Dr. Castro Almeida. Ficando por registar os restantes dois anos. Esperemos que nos anos que faltam para o cumprimento do terceiro mandato não surja nenhuma situação desagradável que venha a ensombrar, ainda mais, os dez agora concluídos.
Não faço ideia se o livro faz alguma referência às obras concluídas pelo Dr. Castro Almeida, mas cujos projectos tenham transitado de vereações anteriores. E, provavelmente, não fará referência ao período negro dos atropelamentos de peões nas nossas passadeiras, porque a autarquia se recusou a tomar medidas urgentes e necessárias em tempo útil, para minimizar esses acontecimentos. As poucas medidas tomadas pecaram, como sabemos, por tardias e pouco eficazes.
Lembro-me de ter ouvido muitas críticas do PSD e também do PS sobre o dinheiro gasto nas despesas com os boletins municipais que se faziam no tempo do sr. Manuel Cambra, para, periodicamente, ir dando conhecimento público das obras realizadas na cidade. Agora, faz-se um livro que servirá de documento curricular para alguém que se irá apresentar para um novo cargo num outro concelho qualquer e ninguém critica o dinheiro gasto. “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”.
2 - Será desta?
O facto de terem sido literalmente limpos, como nunca foram antes, os terrenos que ficam ao longo da linha férrea e da rua do Vale do Vouga fez renascer as esperanças daquelas pessoas que esperam e desesperam pela distribuição das parcelas de terreno que darão origem às hortinhas. Até porque, ao que veio a público, estão inscritos 50 mil euros no orçamento da Câmara Municipal para essa finalidade, faltando agora e apenas a distribuição dos terrenos.
Em outros concelhos, em que os projectos para a realização da distribuição de terrenos para essas hortinhas urbanas, que foram anunciados muito depois do anúncio de intenções feito pelo Dr. Castro Almeida, já estão encaminhadas. Espera-se que o mesmo aconteça no nosso concelho para agrado dos muitos pretendentes.
3 - O betinho
Não vou cumprir com o que tinha prometido no meu último escrito, em terminar em definitivo com esta novela do “dizes tu, direi eu”, que tenho mantido com o Paulo Guimarães. Porque embora sendo Carnaval eu levo a mal, que o indivíduo se apresente como um inocente e diz que perdoa - não se sabendo o quê - mas ofende; que diz ser educado e ter nascido em berço - só faltou dizer que teve uma ama e andou em colégio privado para ser um betinho -mas comporta-se como um descaracterizado na sua personalidade; que, como um xenófobo, insinua a minha origem de terceiro mundista, supostamente porque nasci em África; que me acusa de uma tremenda falta de carácter, etc., etc.
Pergunto, repetindo-me: Como pode ele pôr em causa o carácter de um outro, quando ele próprio se mostra como um indivíduo descaracterizado de todo, quando foi conivente na abertura de um gravíssimo precedente, lesando regras básicas de democracia, já por mim relatado neste espaço e que até à data ainda não deu explicações públicas. Que credibilidade nos pode merecer alguém, apenas e só porque se apressa a apresentar-se como um betinho, quando se gaba de ter boa formação cívica e pessoal e ter nascido em berço? Como se pode constatar, temos exemplos de que no melhor pano caí a nódoa, independentemente da formação e do berço de que se gaba ter tido.
Depois, sem conseguir disfarçar a sua habitual e conhecida petulância, no meio de tanto choradinho, se presta a influenciar os critérios de pluralidade de opinião que é seguida pelo jornal, quando critica o facto do jornal ter publicado o meu escrito que dava respostas às perguntas que me foram feitas por ele próprio. Quererá ele fazer do jornal ‘O Regional’ um órgão exclusivo para os seus escritos de propaganda, onde estejam apenas colaboradores cujas opiniões sejam convergentes com as dele? Sinceramente!!!
Já toda gente se apercebeu da falta de humildade do Paulo Guimarães. Que demonstra uma vaidade e uma ambição sem limites, provavelmente focados em algum objectivo, por agora ainda desconhecido. Que não suporta opiniões divergentes e que pensa que tudo gira à sua volta. Enfim…
Nunca um dito foi tão adequado ao momento: “Tão burro como um burro, só um outro burro”. Eu recuso-me a ser o outro burro.
Ponto 3-O betinho.
Com toda a honestidade, não costumo perder muito tempo a ler escritos do Paulo Guimarães, que, devia ter vergonha pois não passa de um escrivão muito fraco do "REGIME VIGENTE ".
Não lhe reconheço conhecimento político-partidário, respeito pelo pluralismo das regras da democracia local, e muito menos capacidade para se poder pronunciar sobre matérias que a S. João da Madeira dizem respeito e para as quais não está preparado, nem possui a mínima formação profissional, académica ou experiências de vida que nos levem a perder tempo com tanta falta de sensatez, é caso para lhe dizer senhor ADÉ acho correcto que defenda a sua honra, mas, não se preocupe, porque, como diz o ditado popular:"VOZES DE BURRO NÂO CHEGAM AO CÉU".


