Campeonato Nacional da 3.ª Divisão - Série C - 18.ª jornada
Uns perdem o fio à meada, para outros mostrarem fio de jogo
16-02-2012 | por Augusto Lopes
Nogueirense, 3 - Sanjoanense, 1
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Um jogo com duas características bem diferentes do futebol alvinegro, quase que nos apetece dizer que na primeira parte a Sanjoanense fez o jogo certo, para nos últimos 45 minutos ter feito um certo jogo.
Se é certo que na etapa complementar os homens de S. João da Madeira se podem queixar de jogar contra o vento que, diga-se, era bem forte, não justifica tudo, em relação à 1.ª parte, até porque a equipa do Nogueirense tinha tido nesse período também o vento contra e explanou durante um período de aproximadamente 20 minutos um futebol bem apreciável. Claro que há o argumento de dizer que a equipa do Nogueirense tem outro plantel, experiente e candidato à subida, mas permitam-nos dizer que os alvinegros têm, sem qualquer sombra de dúvida, um dos plantéis mais tecnicistas deste campeonato.
Tudo o que atrás dizemos é a razão do nosso título nesta crónica. Uma Sanjoanense bem diferente no período inicial do último período. Uma Sanjoanense que chegou ao intervalo a vencer por 1-0, mas que teve oportunidades e bom futebol para dilatar a vantagem, e aí como que dizemos mataria o jogo, fazendo subir ao mesmo tempo os níveis de confiança, afastando ao mesmo tempo os níveis de ansiedade que se fizeram notar nos últimos 45 minutos.
Na  2.ª parte, cedo se verificou que “a música era outra”, com a equipa do Nogueirense a tomar conta do jogo e, por isso mesmo, cedo também a chegar à igualdade, num golo, como fazemos referência no “filme do jogo”, além de esquisito, também determinante para a galvanização da equipa do concelho de Oliveira do Hospital.
A juntar a tudo isso há ainda o caso do segundo golo. Há claramente ilegalidade de posição no marcador deste golo, mas estava escrito que mais tarde ou mais cedo o Nogueirense se colocaria na frente do marcador, tal era a supremacia evidenciada.
Houve ainda uma ténue resposta da Sanjoanense, onde, no minuto 82, Rui Miguel quase fazia o golo do empate, mas foi “sol de pouca dura”, pois passados dois minutos a equipa de Nogueira do Cravo chegou ao 3-1, num golo bonito, apesar de alguma dose de sorte quanto ao ressalto que anteriormente beneficiou a equipa da casa.
A Sanjoanense ainda teve outra oportunidade, minuto 89, mas, como já o dissemos, esteve longe do futebol praticado na 1.ª parte, pelo que o Nogueirense se aproveitou bem desse facto.

 

José Brito

Foi um excelente jogo de futebol, para quem esteve a assistir, julgo também que esse excelente jogo foi conseguido pela nossa parte e julgo, por isso tenho pena, que houve uma das três equipas que não esteve tão bem.
Normalmente não gosto de falar de arbitragem, mas de facto a frustração é tanta que temos de falar da arbitragem. O primeiro e o segundo golo do adversário, parece-me claramente em fora de jogo e, sobretudo, pelo que nos parece ter havido dois critérios, dado que toda a primeira parte, em que estivemos a jogar a favor do vento, tivemos três situações claras de jogadores nossos de trás da linha de defesa e que esse mesmo árbitro assistente marca fora de jogo.
No geral, parece-me que a Sanjoanense esteve muito bem, entrámos bem no jogo, também a favor do vento, pena é o facto de termos tido duas oportunidades para matar o jogo, fazendo o 2-0, e em ambas falhámos. Fomos para o intervalo a ganhar por 1-0 e a fazer um excelente jogo; a segunda parte fizemos o jogo que nos competia, com o adversário a jogar a favor do vento, e como tal em cima de nós, mas, claro, são esses dois momentos da equipa de arbitragem que nos condicionam no jogo e fazem o resultado.
Além de estarmos a jogar contra o vento, temos de referir que o adversário tem muita qualidade e isso também enaltece a nossa qualidade, nós estivemos muito coesos, mas onde o adversário acaba por se superiorizar, num campo onde há um topo completamente desprotegido, num alto, onde o vento bate muito forte, que na primeira parte nos favoreceu, mas na segunda parte claramente nos prejudicou, com um adversário que sabe o que quer, coloca a bola no chão, com muita qualidade e muita experiência. Continuo a dizer que fizemos um jogo de excelente nível, o que nos agudiza ainda mais a frustração, agora parece-me claramente com um nível que a manter não iremos ter dificuldades em atingir aquilo que são os objectivos da época, que é a manutenção.

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Anónimo
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