Hóquei em Patins - Campeonato Nacional da 2.ª Divisão (Zona Norte) - 15.ª Jornada
Primeiro sombra, depois fez-se luz
16-02-2012 | por Augusto Lopes
Sanjoanense, 7 - Carvalhos, 6 Jogo no Pavilhão da A.D. Sanjoanense Árbitros: Vítor Roxo, António Peça - 3.º árbitro: Armando Henriques do C.R.A.H.P. de Leiria SANJOANENSE: Marco Lopes; Alfredo Nogueira, Francisco Barreira, João Oliveira e Xavier Pinho Ainda utilizados: Hugo Santos e Franklin Silva (cap.) Não utilizados: Luís Pinho, José Rodrigues e João Teles (Júnior) Treinador: Vítor Pereira CARVALHOS: Mário Mata; Luís Gomes, Bruno Pinto, Márcio Fonseca e Rui Vidal Ainda utilizados: André Matos, Pedro Silva (cap.) e João Santos Não utilizados: Nuno Magalhães e Luís Alves Treinador: Hugo Meneses Resultado ao intervalo: 4-5 Marcadores: Rui Vidal (1’ e 21’), Márcio Fonseca (10’ e 49’), Xavier Pinho (15’), Bruno Pinto (16’ e 17’), Francisco Barreira (19’, 34’ e 48’), Alfredo Nogueira (22’ e 33’) e João Oliveira (23’) Disciplina: cartão azul: Luís Gomes (18’), Bruno Pinto (19’), João Santos (29’ e 48’), Hugo Santos (48’) e João Oliveira (49’)
Estatísticas

451 Visualizações

Outras Acções
Comentar Imprimir Aumentar Diminuir Restaurar

Num jogo muito emotivo, não só pelas alterações verificadas no marcador, mas também porque se defrontavam duas excelentes equipas, sem sombra de qualquer dúvida duas das melhores deste campeonato, a Sanjoanense entrou na sombra, para vir a fazer luz quando se aproximava o intervalo e, diremos mesmo, fazer raiar o sol nos últimos 25 minutos de jogo.
Vamos tentar melhor explicar. Quando estavam apenas decorridos 27 segundos de jogo, a equipa do Carvalhos colocou-se em vantagem após um rápido contra-ataque, numa situação de dois para um. Aliás, foi sempre assim, em situações de contra-ataque, que os homens mais a norte se dispuseram com resultados bem positivos, fazendo os alvinegros correrem atrás do prejuízo até ao minuto nove da 2.ª parte.
Voltando um pouco mais ao início do jogo, a equipa dos Carvalhos fez o seu segundo golo quando dez minutos estavam decorridos dos primeiro vinte e cinco. A Sanjoanense reduziu para 1-2 aos 15 minutos, mas é no espaço de apenas dois minutos mais, que os visitantes chegam à sua maior vantagem no marcador durante o jogo, fazendo dois golos de rajada por Bruno Pinto.
Até ao intervalo, ainda assistimos mais a quatro golos, três para a Sanjoanense e um para a equipa forasteira, sendo que três desses golos dos alvinegros foram alcançados através de lances de bola parada. Já que falamos nesta situação, convém dizer que o jogo foi fértil, só que uns mais do que outros aproveitaram melhor essas situações de bola parada. A Sanjoanense teve a seu favor uma grande penalidade convertida em golo e seis livres directos, convertidos em golo três (50%). Pelo lado dos Carvalhos, teve uma grande penalidade, não convertida, e quatro livres directos, só fazendo golo em um, por sinal o último.
A perder por um golo de diferença (4-5), a Sanjoanense veio após o intervalo muito mais motivada pela aproximação que tinha feito ao marcador antes do apito final para os primeiros 25 minutos - lembramos que esteve a perder por três golos de diferença (1-4 e 2-5) em duas ocasiões.
Era previsível que a Sanjoanense passasse para a frente e isso aconteceu pela primeira vez neste jogo quando, no espaço de um minuto, entre o oitavo e o nono, os alvinegros passam para a frente do marcador. É nesta altura que “cautelas e caldos de galinha não fazem mal a ninguém”, pelo que o Carvalhos pouco arriscou, ou seja, no que respeita ao ataque continua­do, confirmando-se assim que esta equipa se sente melhor a jogar no sistema de contra-ataque. Por outro lado, os alvinegros melhor se concentraram na sua defensiva, era importante saber “guardar o pássaro para ele não voar”.
Pelo aquilo que dizemos, não é de estranhar que estivéssemos 16 minutos sem haver golos e este espaço, para quem conhece o hóquei em patins, é uma eternidade de tempo… até que surge o 7-5. Pela primeira vez, os alvinegros chegavam à vantagem de dois golos, isto a dois minutos do final e mais uma vez de bola parada, livre directo convertido por Francisco Barreira. A 50 segundos do final e também de livre directo, o Carvalhos faz o seu golo e até final do jogo a Sanjoanense “tremeu”, no ar pairava a incerteza do resultado final, pelo que a Sanjoanense, e bem, tentou nos segundos finais gerir o tempo, o que conseguiu.
Um aceno de simpatia para o numeroso público que sem dúvida tem grande responsabilidade nesta vitória, só se espera que este apoio seja para continuar.
Os árbitros de Leiria tiveram erros, é um facto, mas também tiveram a virtude de não terem influência no resultado.

 

Vítor Pereira

Não começámos à velocidade desejada. Na primeira parte, aconteceu-nos de tudo um pouco pelo lado negativo. O árbitro marca uma grande penalidade a nosso favor, depois diz que não é penálti e o Carvalhos em contra-ataque faz o golo, começámos o jogo a perder. Depois, desorientámo-nos um pouco, quisemos rectificar rápido e as coisas podiam ter-se complicado, lembro que estivemos a perder por 4-1.
Fizemos um grande jogo, rectificámos algumas coisas, os jogadores puseram mais velocidade no jogo e, depois de equilibrar o resultado, foi sempre jogo até ao fim. Sabe-se que o Carvalhos não é uma equipa qualquer é, sim, uma grande equipa.
Emocionalmente, estivemos estáveis, soubemos gerir, apesar de na parte final as coisas poderiam ter-se complicado. Fizemos um jogo onde estivemos a perder por diferença de três golos e, se é certo que no final trememos um bocadinho, mas fizemos um grande jogo, não é qualquer equipa que jogando com um candidato à subida de divisão faz o jogo que nós fizemos.
Grande espectáculo, com massa associativa fantástica, estive sempre tranquilo porque confio nos jogadores plenamente e por isso só posso estar satisfeito. Com um público assim, é evidente que todos nós nos sentimos orgulhosos. Alturas houve que me senti emocionado, ao recordar tempos felizes quando eu estava dentro do campo.

Comentar

Anónimo
Tempo
Inquérito

Concorda com a proposta dos autarcas do EDV de requalificar a Linha do Vouga no troço de Oliveira de Azeméis até Espinho, ligando-a à Linha do Norte e criando assim uma nova ligação ferroviária directa ao Porto que seria inserida na concessão CP/Porto?

Sim

Não

Farmácias de Serviço
Edição Impressa
Publicidade
Classificados
Aluga-se ou Vende-se
Aluga-se ou Vende-se Armazém ou garagem 70 euros /mês Com opção d...
Aluga-se
APARTAMENTOS
VENDE-SE APARTAMENTOS Várias tipologias Empréstimo garantido ...
Venda