Aprovados os primeiros planos de pormenor do concelho
02-02-2012 | por Joana Gomes Costa
Corgas
Castro Almeida confessou gostar “particularmente da solução” apresentada por Souto Moura neste plano, confessando que é este o “desenho de cidade que gostava de ter disseminado em S. João da Madeira”.
O autarca destacou também que a “metodologia de implementação” prevista ressalva que será “irrelevante” para os cálculos dos direitos de cada proprietário se no seu terreno vai nascer um prédio ou zona verde.
Rita Mendes criticou o edifício de 20 andares previsto, considerando um “exagero”, não concordando também que seja dedicado a “comércio e serviços” quando a cidade tem “tantos espaços vazios”. “Parece despropositado”, considerou, defendendo a reabilitação da Ribeira da Buciqueira.
Reconhecendo que se trata de um “desenho ao nível do grande arquitecto”, Eva Braga questionou no entanto a justificação para a construção desta “torre” que considera vir “abafar a Oliva”. A bloquista critica ainda a “aposta nas áreas comerciais”, dado que o rés-do-chão de todos os edifícios está destinado a comércio e considera que “não faz sentido nem é necessária a construção de mais habitação”.
Não estando de acordo com a “torre”, o social-democrata Carlos Fernandes defendeu que lhe seja dado um “toque arquitectónico que o torne um elemento de arte”.
Para Cirilo Moura, do CDS, este edifício não tem “benefício nenhum”, considerando que a “única parte positiva” deste plano é o espaço verde.
Para o socialista José Lima, este plano é “extremamente arrojado” e será uma mais valia para o concelho. Rodolfo Andrade considerou mesmo que a torre de 20 andares poderá mesmo ser um “ícone”.
Também Castro Almeida deixou a esperança de que “o próximo presidente de Câmara seja muito exigente com o prédio de 20 andares”, defendendo que o uso do mesmo seja definido com base na “situação da cidade” quando for construído.
O plano de pormenor das Corgas foi aprovado com 18 votos a favor (PSD e PS) e três contra (CDS, BE e CDU).
Largo do Souto
Este projecto tem, segundo Castro Almeida, “duas vertentes”. E destaca o facto de “resolver o problema” da Rua João de Deus, dizendo-se “particularmente satisfeito com a solução prevista”. Quanto à nova Igreja prevista neste plano de pormenor, o autarca reafirmou que a decisão da sua construção cabe apenas à Paróquia, mas defendeu que “o planeamento ficaria defeituoso” caso a possibilidade não fosse acautelada. Por outro lado, destaca a previsão da ampliação dos cemitérios n.º 1 e 2.
Considerando a Avenida Renato Araújo como das “mais equilibradas da cidade”, Rita Mendes teme que o edifício contemplado neste plano venha “sobrecarregar” esta artéria. Diz ainda que o seu partido “não reconhece a necessidade de mais uma Igreja”. Já a demolição do “antigo dispensário”, actual Instituto de Línguas, para solucionar a empena é encarada por esta deputada como “totalmente descabida” e aponta: “Não são só os edifícios brasileiros que merecem ser preservados”.
Opinião semelhante tem José Lima, falando na preservação da “memória de S. João da Madeira” e aplica o mesmo aos cemitérios, classificando-os como “monumentos” em que não se deveria “mexer”. Segundo este deputado, “o PS não concorda que se mexa no Largo do Souto”.
Para o BE, “não cabe à assembleia ou à câmara de um estado laico pronunciar-se sobre a construção de espaços religiosos” e também aqui critica a “lógica da especulação e construção imobiliária”.
Cirilo Moura não acha este plano aceitável e questiona porque não contempla o “arranjo da Rua do Dourado”.
O plano de pormenor do Largo do Souto foi aprovado com 12 votos a favor (PSD) e nove contra (PS, CDS, BE e CDU).
Rua Combatentes da Grande Guerra
Este plano, segundo Castro Almeida, “basicamente preenche os vazios existentes” no local, dado que a intervenção na rua já está concluída.
O plano de pormenor da Rua Combatentes da Grande Guerra foi aprovado com 19 votos a favor (PSD, PS e CDU) e duas abstenções (CDS e BE).
Gaveto da Rua
Oliveira Júnior com a Rua
Dr. Maciel
Castro Almeida reconheceu que se pode “estranhar a reduzida dimensão deste plano de pormenor”, justificando que “apenas o fizemos por causa da importância do local”. Relativamente ao plano em si destaca que “liberta espaço público” que permite “criar uma espécie de praceta”.
O socialista Rodolfo Andrade defendeu a importância de que a intervenção “não se resuma a este plano”, mas abranja uma “análise” a toda a Praça. “São necessárias medidas drásticas”, disse apontando que “o PS tem medidas e propostas concretas”.
Quanto à questão da Praça, Castro Almeida garantiu que esta questão “está nas preocupações do presidente da Câmara”. Acrescentou que tem ouvido muitas pessoas sobre esta questão sobre a qual a única “unanimidade é que cada cabeça sua sentença”.
“Tenho noção que é necessário fazer uma intervenção e temos ouvido contribuições”, disse, assegurando que procura “uma ideia clara do melhor ponto de confluência”, atendendo ao “interesse público prevalecente”.
O plano de pormenor Gaveto da Rua Oliveira Júnior com a Rua Dr. Maciel foi aprovado com 20 votos a favor (PSD, PS, CDS e CDU) e com uma abstenção (BE).


