Algum cobre e metal furtado na cidade foi encontrado
02-02-2012 | por António Gomes Costa
São mais de 200 as peças que o Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Ovar, com o apoio do posto da Murtosa, conseguiram recuperar do interior de uma habitação de um sucateiro em Águeda.
Alguns objectos em bronze e metal roubados em S. João da Madeira faziam parte do “espólio” que estava nas mãos deste sucateiro, e que foi descoberto pela GNR, bem como um busto de homenagem ao Bombeiro, mas que, ao que apurámos, foi furtado em Arrifana.
“Algumas peças furtadas já foram reconhecidas pelos seus criadores (escultores)”, mas “a nossa grande preocupação é saber neste momento a quem pertence este material, para que possa ser entregue”, referiu David Batista, comandante da GNR de Ovar, à nossa reportagem. Adiantou ainda que “as placas são mais fáceis de identificar, as figuras podem ser reconhecidas por fotografias ou por sinais particulares, mas no caso dos bustos pode ser mais difícil, pois muitos deles já estão um pouco destruídos”. As pessoas que, por sua vez, foram vítimas de furtos nos cemitérios, “devem tentar reconhecer também, já que muito do material recolhido foi também furtado em cemitérios”. Segundo o comandante, este é um trabalho que irá ser minucioso para identificar algumas peças recuperadas, bem como os seus proprietários, e alerta todos os “lesados para não deixarem de manifestar a sua revolta e a sua incompreensão pelos actos praticados”.
David Batista deu conta de que os três elementos detidos foram presentes a tribunal e que aguardam julgamento com apresentações diárias nas autoridades da área de residência. Relativamente ao casal de sucateiros onde o material foi encontrado, aquele será constituído arguido.
Encontrado material furtado na cidade
No meio desses objectos, encontrava-se uma placa que tinha sido retirada do Largo de Santo António, mas é bem provável que se encontrem outros materiais, “mas até ao momento ninguém veio reclamar”. Entre estatuetas, crucifixos, imagens, as forças de segurança encontraram o busto do antigo futebolista Rui Filipe, que tinha sido roubado em Vale de Cambra, mas que, ao contrário de outros, ainda não estava destruído.
Três dos elementos do gangue, que estendiam a sua acção aos distritos de Aveiro e Coimbra, foram apanhados “com as mãos na botija”, no cemitério de Bunheiro, na Murtosa, quando furtavam objectos de metal, concretamente imagem religiosas, material que se destinava a engrossar as quatro toneladas de diverso material que já tinham em sua posse. Ao sentirem que estavam sob a alçada do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Ovar, que já há algum tempo andava no seu encalço, tentaram a fuga, mas enquanto dois homens conseguiram, três foram capturados pelas forças de segurança, com 16 imagens, que se preparavam para guardar dentro de carro de um dos elementos do grupo.
Investigações posteriores à casa do casal apanhado pela GNR, e aos que se puseram em fuga, entretanto identificados, revelaram que já possuíam mais de quatro toneladas de objectos, que se destinavam à venda a um sucateiro que com eles tem feito o seu negócio.
GNR recuperou 300 toneladas de fio
O Correio da Manhã, na sua edição de segunda-feira, adiantou que a China foi o destino de 200 toneladas. «Esta investigação dá conta de dez mil ataques no ano passado contra três mil em 2010». Segundo este diário, só em Portugal foram furtadas 500 toneladas deste metal no ano passado, «300 das quais a GNR conseguiu recuperar nos principais receptadores, os sucateiros». Assim, destes, só 90 em 700 estarão legalizados e os restantes «negoceiam directamente com as redes chinesas, que têm elementos em Portugal a assegurar as transacções para o seu país, principal destino do cobre».
Lamento dizer isto mas uma investigação muito mal conduzida onde os intervenientes apenas se preocuparam com os louros. Como é possível que perante a diversidade de crimes (furtos qualificados; profanação de lugar fúnebre; furtos de obras de arte e afins) os indivíduos tenham ficado em liberdade. Pelo que soube um deles até já era cadastrado. Ou a polícia fez a investigação "ás três pancadas" ou o Tribunal anda a dormir. Já agora como tal foi sonegado os meus parabéns aos patrulheiros da GNR da Murtosa e que "tropeçaram" numa não-investigação (pois em bom rigor andava tudo à nora sem pistas - se calhar nunca as procuraram) e aos restantes elementos do NIC de Oliveira de Azeméis. Quanto a algusn quiseram brilhar e ficaram "fundidos" com as miseráveis medidas de coação aplicadas. No fundo um bom trabalho do Posto da GNR da Murtosa.


