Exibição a condizer com a maior goleada da época
02-02-2012 | por Augusto Lopes
Contra factos não há argumentos, ou seja, contra uma grande exibição não há adversário que resista, mesmo até duplas de arbitragem em noite de desacerto total.
Além de um dérbi entre vizinhos, o que já de si torna um jogo imprevisível, havia ainda a curiosidade de entre as equipas haver somente um ponto a separá-las, com vantagem para os homens de Oliveira de Azeméis.
Entraram bem as duas equipas no jogo, com oportunidades a acontecerem para ambos os lados, mas, com o minuto oito a ter maior predominância, pois é aí que a Escola Livre faz um remate que só não dá em golo porque o ferro da baliza de Marco Lopes não o permite, sendo que, na resposta, a Sanjoanense faz o seu primeiro golo, por intermédio de Chico Barreira.
Foi preciso esperar mais três minutos para o marcador sofrer alteração e novamente por Chico Barreira, através da concretização de uma grande penalidade. Depois de, no minuto 13, João Oliveira desperdiçar mais uma oportunidade de marcar, a Sanjoanense, um minuto depois, sofre um livre directo, por mostragem de cartão azul a Xavier Pinho, que não é convertido, é um facto, mas que obriga os alvinegros a jogarem com menos um elemento de campo durante dois minutos.
Mas “água mole tanto bate que até que fura” e a Escola Livre faz o seu primeiro e único golo da noite, através de Sérgio Almeida, jogador que dois minutos após vê o cartão vermelho, não podendo por isso mais voltar ao jogo, mas nesse lance também a Hugo Santos é mostrado o cartão azul, pelo que mais uma vez a Sanjoanense fica durante dois minutos com menos um elemento em campo, pois o livre directo executado por Alfredo Nogueira resulta em golo e os oliveirenses voltam a ter cinco elementos em jogo. Como curiosidade, o facto do golo obtido por Alfredo ser o primeiro dos seus quatro golos e também o primeiro que este jogador marcou no agora seu pavilhão com a camisola da Sanjoanense.
Até ao intervalo manteve-se o 3-1 favorável à Sanjoanense, sendo que a marca poderia ter sido elevada quando, ao minuto 22, José Rodrigues, na “cara” do guardião visitante, falha a oportunidade de elevar para 4-1.
Depois do descanso veio um autêntico recital de como se pode e deve jogar hóquei em patins. A turma alvinegra foi fazendo um jogo fluído, em constantes movimentações, como que montando um puzle, com todas as peças a encaixarem na perfeição umas nas outras e, quando a Escola Livre procurava o contra-ataque, lá estava Marco Lopes, o guardião fez sem dúvida uma exibição memorável.
Nesta segunda parte, quem também deu recital de luxo foi Alfredo Nogueira, com mais três golos apontados, sendo que, para que a cereja ficasse no topo do bolo, o oitavo e último golo foi marcado de livre directo, por indicação de Vítor Pereira, por um jogador ainda júnior, João Teles, que se estreou também esta época na equipa sénior.
Na maior vitória da Sanjoanense neste campeonato, fica também a maior derrota até agora da equipa da Escola Livre, num jogo onde a dupla de arbitragem teve uma noite má, com erros atrás de erros destes homens que vieram do Alentejo.
A Voz do “Mister” Vítor Pereira
Fizemos uma grande exibição, fizemos boas jogadas, boas movimentações e uma coisa muito importante, que foi não perdemos a cabeça quando aconteceram aqueles fenómenos, quando o resultado estava em 2-0, a equipa não desestabilizou, parece que foi bom termos ido à Madeira, ter acontecido aquilo que aconteceu para se conseguir condição, foi a melhor coisa que trouxemos da Madeira, foi a lição bem estudada, ou seja, não nos deixamos desestabilizar pela equipa de arbitragem, naquela injustiça que nos fizeram na pérola do Atlântico.
Esta semana conseguimos estar sempre equilibrados e unidos, fizemos, por isso mesmo, uma boa partida, marcámos golos bonitos, rodámos o plantel e deu para ver que temos várias soluções. Fiquei muito satisfeito com esta vitória, com excelente exibição, mais uma de Marco Lopes, a restante equipa a jogar a bom nível, marcámos oito golos, mas muitos outros ficaram por marcar, embora a Escola Livre tenha feito também um bom jogo e enviado algumas bolas ao ferro da baliza de Marco Lopes e, quando assim não foi, repito, o nosso guardião esteve lá para assinar uma brilhante exibição.
(A uma pergunta nossa sobre a exibição e golos de Alfredo Nogueira). O Alfredo tem trabalhado muito bem, tem conseguido bom entrosamento com os colegas, é um jogador, como na altura dissemos, um reforço, por isso, temos os jogadores da casa e o Alfredo que neste momento sente bem a camisola que veste, foi muito bem recebido pelos colegas, está super satisfeito por jogar na Sanjoanense e isso nota-se em campo, um jogador com pormenores, com técnica e com capacidade; quando se joga satisfeito dá nisso, quatro golos marcados, golos bonitos e também ainda com assistência dele para outros golos. Quero aqui referenciar também as excelentes exibições de Chico Barreira e do jovem José Rodrigues, o João, o Hugo e o Xavier muito esforçados não conseguiram hoje concretizar golos. O João Teles é um miúdo que merece tudo, lembro que ainda é júnior, tem feito um esforço enorme nos seniores, sem abandonar os juniores, hoje teve a sua oportunidade, tivemos a decisão de o encarregar de marcar o livre directo, que ele concretizou no oitavo golo, numa felicidade bem estampada no rosto. O Alentejo, no hóquei em patins, tem pouca expressão nacional e isso reflecte-se na qualidade da sua arbitragem; nada mais digo sobre os árbitros.


