Na semana em que Assembleia Municipal vota documentos
CDS toma posição quanto ao PDM e planos de pormenor
26-01-2012 | por Joana Gomes Costa
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Na semana em que a Assembleia Municipal vai apreciar e votar a revisão do Plano Director Municipal (PDM) e quatro planos de pormenor, a concelhia do CDS/PP chamou os jornalistas para dar a sua visão destes documentos.
Relativamente à revisão do PDM, Manuel Correia destacou que algumas “situações era urgente serem revistas”. No entanto, disse que “um PDM deve ser feito com a maior honestidade e atenção às necessidades da cidade e não deve ser um documento para se fazer o que se quer”.
Sendo o PDM um “instrumento com dificuldade em avançar em caso de câmaras com minorias”, mas “mais linear o é em câmaras com maioria”.
Segundo Manuel Correia, “uma das situações que preocupam” o CDS é o “tipo de ocupação urbanística prevista para o Roupal/Outeiro”. Esta zona “sempre foi” segundo o responsável, “considerado um parque natural, funcionando como um pulmão ambiental”, pelo que Manuel Correia considera que é “necessário um esclarecimento sobre os contornos do projecto previsto para o local”.
“Espero que haja alguma prudência e bom senso em não submeter aquele espaço verde à lógica do betão”, disse o coordenador da comissão política concelhia, sublinhando que a “urbanização de baixa densidade com moradias/vivendas” que diz estar previstas para o local “contraria o que a actual maioria sempre defendeu”.
“O CDS desafia o presidente da Câmara a explicar a operação urbanística de luxo prevista para o local”, afiançou Manuel Correia.

Os planos

Já no que respeita aos planos de pormenor, o CDS considera que o plano das Corgas tem “contradições e lacunas que suscitam dúvidas” e considera não serem “mais valias urbanísticas”, referindo-se concretamente ao edifício de 20 andares e aos oito prédios de seis andares previstos pelo documento.
Apontando que “grande parte dos terrenos” pertencem a duas grandes empresas, o CDS questiona se esta opção “será uma cedência a interesses imobiliários”.
Manuel Correia acrescenta que este deve ser o “plano de pormenor mais caro” e interroga-se sobre os “recursos financeiros para executar a obra”.
Também o plano de pormenor do Largo do Souto suscita no CDS “dúvidas quanto à sua sustentabilidade e recursos que o tornem exequível”. Questiona ainda a justificação de “fecho da empena junto ao Instituto de Línguas”. Na opinião de Manuel Correia, “se houvesse coerência”, este plano deveria contemplar também a solução para a empena existente na Rua Visconde, ou intervenção na Rua Vasco da Gama “que precisa de obras”.
No âmbito deste plano, o CDS fala ainda na “excessiva construção no gaveto da Rua Visconde” e defende que a construção de uma nova igreja - que apelidam de “catedral” - não é uma mais valia. “A nossa Igreja Matriz é um ícone que deve ser salvaguardado e a Câmara não deve valorizar um credo religioso”, afirmou aos jornalistas Manuel Correia.
No âmbito do plano de pormenor da Rua dos Combatentes da Grande Guerra, o CDS aponta que a também chamada “rua dos jeitos merece bem este nome”, pois. na visão deste partido, “esta que podia ter sido uma obra estruturante, ficou-se por uma mera reestruturação”. O CDS critica não ter sido mantido o “mesmo perfil e mesmo número de faixas”, denotando que esta obra levou ao “estrangulamento da Avenida Renato Araújo, que sempre esteve projectada para atravessar a cidade de norte a sul com quatro faixas”.
Apontando o “afunilamento” da avenida no cruzamento com a Rua 5 de Outubro, Manuel Luís Almeida disse não concordar com a “mobilidade e circulação” criada no local. Este elemento do CDS criticou também a forma como foram conduzidas as negociações com os proprietários dos terrenos afectados por este projecto, falando em falta de “equidade” nos critérios para a fixação das indemnizações, sendo que um caso está em Tribunal.
O plano de pormenor do Gaveto da Rua Oliveira Júnior com a Rua Dr. Maciel é o único que o CDS diz “não ser polémico”. No entanto, Manuel Correia questiona por que não estender o plano à Rua do Dourado.
 

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