Um olhar pela Cidade
26-01-2012 | por Paulo Guimarães
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A importância de um número
Há dias em conversa com umas pessoas amigas, comentávamos uma situação, que infelizmente resultou num final trágico, e que até quem sabe poderia ter sido evitado se tivesse sido tomada a decisão correcta. Falo-vos de uma situação de emergência na nossa cidade, em que foi necessário chamar os bombeiros para acudir uma pessoa que tinha sofrido um acidente, mas num momento de aflição e possivelmente por falta de informação, a pessoa que fez a chamada direccionou-a para o 112. O mais certo é que essa pessoa não sabia o número de urgência dos bombeiros de S. João da Madeira, e a primeira reacção foi ligar o número de emergência nacional. Só que quando se efectua esta chamada ela é direccionada para uma central distrital que esteja disponível para atender, e que pode muito bem ser da Ilha da Madeira. Ao ser recepcionada esta chamada, do outro lado da linha está sempre uma pessoa que necessita de fazer várias questões, para depois poder desviar a chamada para o INEM mais próximo do local do acidente. E neste tempo de espera em que se tenta localizar o sítio certo onde a vítima se encontra, por vezes uma vida pode-se perder.  Por isso, e aproveitando este espaço público de intervenção, gostaria de deixar o conselho a todos os sanjoanenses para terem gravado nos vossos telefones o número de emergência dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira, para que, em caso de acidente ou outro motivo de gravidade que aconteça na nossa cidade, possam chamá-los automaticamente, e serem assim socorridos de uma forma mais rápida e eficaz. Esse número, que poderá ajudar a salvar uma vida, é o 256837120 e nunca é demais tê-lo sempre à mão, pois um minuto pode marcar toda a diferença no salvamento de uma vida. No entanto, o 112 continuará sempre a ser o nosso número de referência quando se trata de um pedido de socorro, mas isso sempre que estejamos numa localidade em que não tenhamos conhecimento do número dos bombeiros mais próximos. Mas se por ventura estiver em S. João da Madeira, nunca é demais relembrar que o 256837120 será o número a ligar. Eis a importância de um número que pode salvar uma vida.

Dez anos de mandato
Assinalaram-se recentemente dez anos de mandato na presidência da Câmara Municipal de S. João da Madeira por Castro Almeida. Foram dez anos que certamente deixaram uma marca de mudança na gestão autárquica da nossa cidade. Passado todos estes anos, a nossa cidade está hoje com mais qualidade de vida, onde se pode crescer com futuro e trabalhar com criatividade. As nossas escolas, aposta clara do primeiro mandato, são hoje um exemplo a ser seguido pelos concelhos vizinhos, com uma recuperação clara dos edifícios, dotando-os de boas condições para uma melhor aprendizagem. A habitação social foi também recuperada, dignificando toda uma área que se apresentava bastante degradada. E recentemente foi feita uma aposta na criação de condições para atrair novas empresas e criar emprego qualificado. Resumindo, foram diversas as áreas em que este executivo apostou e investiu claramente, sem que nunca tivesse sido colocado em risco a estabilidade das contas da autarquia. Por sinal, até houve cuidado redobrado em reduzir a dívida de longo prazo e a intenção de recuperar a credibilidade perante os fornecedores. E, seguramente, podemos afirmar que hoje o nosso município tem uma situação financeira equilibrada, de que nos podemos orgulhar, e que é um exemplo para o resto do país. Em relação às questões sociais, ao contrário do que alguns partidos da oposição afirmam, têm vindo a ser reforçadas com uma aposta clara em pessoal especializado para acompanhar de perto os casos mais problemáticos. E neste sentido foram reforçados os apoios para as refeições, compra de manuais escolares e diversos apoios pedagógicos. Em relação aos idosos mais necessitados, a aposta no apoio à compra de medicamentos é sem dúvida uma medida clara de uma preocupação social. Estes foram claramente os aspectos mais relevantes nesta área, a que se juntam também algumas aposta que criaram divisão na opinião entre o poder autárquico e a oposição. E refiro-me obviamente às empresas municipais, que para a oposição foram um mau negócio para S. João da Madeira. Mas, se analisarmos ao pormenor, em relação à Habitar S. João, uma empresa 100% municipal, foi uma porta aberta para uma maior proximidade entre os inquilinos e a Câmara, permitindo que fosse possível a reabilitação da habitação social. Certamente que foi uma aposta ganha, na qual os inquilinos foram os grandes beneficiados. Já em relação à Águas de S. João, na qual a Câmara tem um sócio privado com 49 por cento, mas em que as condutas, reservatórios, bombas e outros equipamentos continuam pertença da edilidade, bem como a presidência da empresa é exercida pelo presidente da Câmara, a contestação foi ainda maior por parte da oposição. Só que as pessoas esquecem-se de que a edilidade tem sempre a última palavra e que, se por ventura este negócio se revelar como menos bom para a autarquia, poderá ser terminada esta parceria. Obviamente que o executivo está atento, mas o que até agora se pode constatar é que foi melhorado o serviço, as perdas de água reduziram de 35 para 22 por cento, foi aumentada a captação local e melhorada a qualidade da água, sem que para isso tivesse havido a necessidade de ser aumentada a água no serviço doméstico. Por isso, e resumindo, ainda não consegui perceber o porquê de tanta contestação em torno desta empresa municipal. No dia em que estes números forem desmentidos, então aí talvez eu perceba a contestação e também esteja na linha da frente para apelar à revisão desta parceria, mas até lá continuarei a acreditar nesta empresa.
Certamente que haveriam outros aspectos a realçar, mas claramente ficaram aqui expressos os principais pontos de dez anos de mandato, que deixam claras marcas de mudança nas políticas e prioridades de um concelho, que hoje tem um rumo.


 

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Anónimo
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Inquérito

Concorda com a proposta dos autarcas do EDV de requalificar a Linha do Vouga no troço de Oliveira de Azeméis até Espinho, ligando-a à Linha do Norte e criando assim uma nova ligação ferroviária directa ao Porto que seria inserida na concessão CP/Porto?

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