Questões da nossa cidade CDLXXXII
26-01-2012 | por Adé
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1 – Por que não um debate para discutir a actual situação da nossa Praça?
Muito se tem falado e mesmo escrito sobre a situação em que se encontra o centro cívico da nossa cidade, mais concretamente sobre a Praça Luís Ribeiro e suas zonas circundantes. São muitas e variadas as opiniões de quem se vai manifestando contra a falta de condições, que permitam reverter esta situação negativa de que se queixam os comerciantes da zona referida.
No jornal Labor da passada semana, o Dr. Josias Gil, pessoa cuja opinião tem sempre muito peso porque é  pessoa de opiniões credíveis e, por isso mesmo, deve ser devidamente levado em conta, deu a sua achega para que se preste a devida atenção  aos problemas do centro cívico da nossa cidade. Dando exemplos, indicando alguns caminhos que devem ser discutidos pela população de forma geral e dos comerciantes de modo particular.
Ora, por que não promove a Câmara Municipal, ou a Associação dos Comerciantes, ou ambas, um debate público para se escutar as várias opiniões e chegar-se a uma solução que agrade a todos ou à maioria dos comerciantes? Porque são esses as maiores vítimas provenientes da escassa movimentação de pessoas que não se sentem atraídas para a nossa Praça, como acontecia num passado ainda recente!
Se a solução passa pela abertura ao trânsito da nossa Praça e ou pela existência de  um comércio de maior qualidade, o que é preciso é discutir-se o assunto abertamente e acho que a autarquia e a associação dos comerciantes devem tratar de organizar esse debate. E seria uma forma de se combater as verdadeiras causas e acabar com a culpabilização sistemática da autarquia, quase sempre injustificadamente, pela má frequência da nossa praça.
2 – Cultura pa­ra uma elite?
Li, há dias, na agenda cultural, que havia um espectáculo com um conhecidíssimo artista do canto nacional, em S. João da Madeira, cujo preço de entrada se cifrava em 15,00 euros. Um preço que, convenhamos, não estará ao alcance dos muitos são-joanenses, nesta fase de crise geral, que gostariam certamente de assistir ao espectáculo.
Surpreendentemente, verifiquei que o mesmo artista e o mesmo grupo dava também o mesmo espectáculo em Oliveira de Azeméis, cujo custo de entrada foi de 5,00 euros, o que me faz perguntar o porquê desta diferença tão acentuada no preço?
Será que a cultura em S. João da Madeira é para uma elite, com posses, dado o preço que se tem vindo a praticar? Será que, com este actual comportamento, não estará, a Câmara Municipal a exercer uma má influência  para hábitos culturais mais acentuados na generalidade dos são-joanenses, prejudicando a sua adesão futura, quando tivermos a Casa dos Espectáculos e da Criatividade a funcionar? Será que a elite, que agora usufrui dos espectáculos, porque pode pagar os preços praticados, chegará para encher futuramente a sala que se encontra em construção?

3 – Como tudo teria sido diferente
Li, neste mesmo jornal, que o Dr. Castro Almeida tinha assinalado os dez anos de mandatos com “dia de proximidade”.
Ora, isto apenas dá razão àqueles que sempre disseram que o Dr. Castro Almeida apenas pratica a proximidade quando sente algum interesse pessoal nisso. Porque, na verdade, tirando a proximidade que foi tendo aquando dos passeios dos idosos, durante o período que ainda tinha eleições para disputar, quando fez ele essa mesma proximidade? Nunca. Por isso, quando acontece o ineditismo, como foi o caso desta nova situação, logo se torna notícia destacada.
Foi pena e teria certamente ajudado o Dr. Castro Almeida a resolver certos problemas que ainda continuam por resolver, se tivesse tido como normal a sua proximidade constante à população. Se os ouvisse e os entendesse, e não apenas em situações que serviam na perfeição para a propaganda política e eleitoral.  
O Dr. Castro Almeida teve tudo para ter sido um presidente carismático da Câmara Municipal de S. João da Madeira, se não tivesse, ele próprio, criado uma barreira entre a sua pessoa e a população. População que lhe deu tudo para governar sempre em maioria, mas a quem se esqueceu de os ouvir em determinadas situações.
Espera-se que, nesta ânsia visível de deixar obras a qualquer custo, não deixe obras de difícil sustentabilidade e comprometa os orçamentos futuros da autarquia e limite o crescimento sustentável deste concelho.

4 – Democrata?
Quando encontramos alguém, que tem uma ideia tão redutora e distorcida da democracia; que não entende que qualquer cidadão,  possuidor de todos os seus direitos cívicos, pode e deve ser o fiscalizador e inquiridor dos critérios e das decisões das pessoas que exercem cargos políticos em órgãos do poder central ou local;  que chama mentiroso a alguém sem dar um facto concreto que confirme essa afirmação; e pensa, ingenua­mente, que o facto de ser um elemento de um órgão executivo autárquico faz dele uma pessoa superiormente diferente dos comuns cidadãos que legitimaram o cargo que temporariamente exerce, não pode ser levado minimamente a sério! Muito menos quando, de modo arrogante e irreflectido, pergunta a um outro o que terá ele feito para o bem comum, que lhe daria, segundo o seu conceito, a legitimidade para questionar o que quer que seja aos órgãos autárquicos.
Na verdade, politicamente, fui apenas um membro de oposição - sem poder de execução - na Assembleia de Freguesia, que, certamente, não teria deixado passar aquilo que chamo de  “fraude democrática”, executado pelo actual executivo da Junta de Freguesia, quando decidiu desviar uma verba inscrita no orçamento e aprovada pela Assembleia de Freguesia, para o almoço e lanche dos idosos e desviá-la para outra finalidade, sem o devido e antecipado consentimento e aprovação da mesma Assembleia de Freguesia que o aprovara antes.
Todavia, por muito estúpida que tenha sido a pergunta, não vou deixar de  responder e indicar duas das situações que provam, apesar de tudo, o quanto contribuí para o bem comum:
Primeira situação de “Bem comum à  Pátria”: - Eu, como os demais homens da minha geração, dei, no início dos anos sessenta, o “coiro” em de­fesa do território da Pátria Portuguesa (Angola), nas guerras travadas no Ultramar Português, onde muitos, infelizmente, perderam a vida. Numa altura em que os meninos que estariam  na escola no dia 25 de Abril de 1974 ainda não tinham nascido! E duvido mesmo que nessa altura já fizessem parte de um qualquer núcleo de espermatozóides!  
Segunda situação de “Bem comum ao Planeta Terra”: - Sou pai de seis filhos e dos quais descenderam, para já, seis netos. Situação que me coloca como um valioso contribuinte para a continuidade da espécie humana no nosso planeta!
Como qualquer pessoa inteligente entenderá, todos os seres humanos, de uma forma ou de outra, já deram ou darão o seu contributo para o bem comum, como acabei de exemplificar.
Termino esta polémica em definitivo, repetindo aquilo que o meu avô materno, um iletrado - como a maioria dos negros da sua geração - mas com grande experiência de vida, me disse: “uma pessoa, por muito grande que seja, pode não ser uma grande pessoa”!
 
 
 

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Anónimo
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Concorda com a proposta dos autarcas do EDV de requalificar a Linha do Vouga no troço de Oliveira de Azeméis até Espinho, ligando-a à Linha do Norte e criando assim uma nova ligação ferroviária directa ao Porto que seria inserida na concessão CP/Porto?

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