Consultas com novo procedimento
26-01-2012 | por António Gomes Costa
A notícia corre de boca em boca por toda a cidade: “o Hospital de S. João da Madeira vai fechar, pois já não estão a marcar consultas para Março”. O certo é que tudo não passa de um boato.
Segundo apurámos junto de fonte do Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga (CHEDV), as marcações de consultas têm desde o início deste ano outro procedimento, ou seja, “as agendas só são abertas mês a mês e só depois de saberem a escala dos médicos para o mês seguinte”. Isto tudo, alegam, “para evitar que a marcação de consultas, já efectuada anteriormente, venha a coincidir com a escala desse médico para a Urgência”.
A nossa reportagem passou esta semana pela antiga urgência do hospital onde decorre, depois do seu encerramento, a consulta de medicina geral e apurou que, em média, são atendidas 80 pessoas por dia.
Em comunicado, enviado recentemente à nossa redacção, o CHEDV refere que esta consulta é equiparada a um serviço de SAP, destinado ao atendimento de utentes em situação de urgência, bem como ao seu encaminhamento para cuidados de saúde diferenciados, quando necessário, funcionando em horário pré-estabelecido, durante 24 horas ou em período inferior.
Relativamente à polémica das taxas moderadoras, o Centro Hospitalar esclarece: «O sistema de informação não permite a parametrização do pagamento de 10 euros». Nesse sentido, o concelho de administração optou por aplicar «uma taxa inferior de 7,5 euros, que corresponde a consulta de especialização». O mesmo comunicado refere ainda que, até ao dia 15 de Abril, está a decorrer «o período transitório» e o Conselho de Administração do CHEDV em conjunto com a ACSS irão enveredar esforços de modo a cobrar a taxa correcta (10 euros) o mais rapidamente possível».
À conversa com um dos utentes, terça-feira, dia 24, este mostrava-se satisfeito, à saída, pela forma como tinha sido atendido. “Não esperei muito, são simpáticos e só em situações graves é que vou para o Hospital da Feira”. E acrescenta: “sou sanjoanense e por mim falo. Devemos lutar pelo nosso Hospital e juntos combater todos esses boatos e pugnar por um reforço, se possível, das valências do Hospital”, concluiu.


