Casal vive em condições desumanas
26-01-2012 | por António Gomes Costa
A situação é chocante, triste, desumana e incompreensível em pleno séc. XXI. Um casal idoso (ele com 77 anos e ela com 73) vive nuns anexos, nas traseiras de uma habitação devoluta, na rua das Fontainhas, em S. João da Madeira, habitat esse que nem devia ser chamado de casa, pois, logo à porta de entrada, reina o cheiro nauseabundo.
Segundo apurámos junto de fonte próxima que acompanha o processo, este casal, que vive sem qualquer assistência nas tarefas básicas do dia-a-dia, “vive no meio de lixo e dejectos, sem o apoio de ninguém” e, lamentavelmente, “têm filhos que, ao que tudo indica, nada lhes ligam e muito menos fazem algo para tirar os pais desta desumanidade”. O alerta há muito que foi dado por alguns vizinhos às autoridades competentes.
Ele tem dificuldades de mobilidade, fazendo uso de uma canadiana para se mover, pois não tem autonomia para gerir o seu dia-a-dia. A mulher, embora fisicamente mais independente, sofre, segundo nos foi dito, de uma possível “demência ou Alzheimer, pois nunca terá feito exames de diagnóstico”. A mesma fonte garante que a senhora “não tem capacidade para gerir o dia-a-dia, não reconhece o marido, agredindo-o com frequência”.
Sabe-se que o casal tem filhos, mas “estes não os ajudam e muito menos os visitam”. Desconhece-se de que é que eles se alimentam, pois não têm qualquer provisão de alimentos nem como os confeccionar.
As roupas encontram-se espalhadas pelo chão em montes, completamente conspurcadas, com urina e fezes, depreendendo-se que “ninguém lava as roupas das camas nem o vestuário”.
No entanto, fomos informados de que esta situação já é do conhecimento das instituições de acção social da cidade (segurança social, Santa Casa da Misericórdia, Centro de Saúde e da PSP). Sabe-se que, no passado dia 12, duas técnicas de acção social e a PSP deslocaram-se à residência, tendo feito a retirada dos idosos em ambulância dos bombeiros de S. João da Madeira, que tiveram de usar máscara, tal era o estado higiénico “degradante” dos idosos. Ambos foram conduzidos ao hospital de Oliveira de Azeméis, onde lhes foi dado banho e vestiram-lhes roupas lavadas (pijamas do hospital). Ali, foram feitos exames médicos, mas, segundo apurámos, não foi detectada qualquer patologia ao casal. A mesma fonte revela que os filhos foram buscá-los e, “lamentavelmente, deixaram-nos na residência, sem antes fazerem a higienização da mesma”. No dia seguinte de manhã, os idosos “já estavam de novo na mesma casa todos sujos de urina e fezes”.
“O MP já devia ter notificado a família pelo crime de abandono”
Segundo apurámos junto de entidades que acompanham este processo, foi elaborado um relatório, que deu entrada no tribunal de S. João da Madeira em Março de 2011. O tribunal, segundo se sabe, reencaminhou para o Centro de Saúde para avaliação e averiguação do delegado de saúde.
Como a situação se manteve, as mesmas entidades que acompanham o processo deste casal contactaram os agentes do PIPP (Programa Integrado de Policiamento de Proximidade), que tentou reunir e responsabilizar a família deste casal, mas sem sucesso.
Um dos vizinhos do casal, que pediu anonimato, em declarações à nossa reportagem, mostra-se revoltado com a injustiça que os filhos estão a fazer com estes pais. “O Ministério Público (MP) já devia ter notificado a família pelo crime de abandono destes dois seres humanos. O delegado de saúde já devia ter ido ao local e providenciar a retirada urgente dos idosos pois, para além da saúde pública, está em causa a saúde e integridade física dos idosos”, concluiu.
O certo, e ninguém tem dúvida, é que se trata de uma questão social que merecia ajuda externa. Ao que parece, a resolução terá que passar pela retirada urgente dos idosos daquele local e terem um apoio permanente, uma vez que são completamente dependentes de terceiros para sobreviver. O caso está entregue ao MP e não é caso único em S. João da Madeira, segundo se sabe.
Sinto-me triste pela situação, mas inflizmete este é mais um caso entre muitos nunca denunciados, estamos em pleno século XXI, Sou Sanjoanense á 63 anos, sou casdo, tenho filhos e netos, sinto-me um prevelegiado por ter a miha famila junto de mim. Também tive de procurar melhor modo de vida fora da terra que tenho no Coração. A residir na Suiça á cerca de trinta anos , mas sempre atento ao que se passa na Cidade os poucos dias por ano que passo em Portugal, no momento da partida são sempre algumas gotas que caiem dos olhos por mais uma vêz ter de abandonar a minha casa os meus familiares os amigos. Da nossa passagem por este mundo porque não deixa-mos o egoísmo de parte, e damos um pouco de atenção aos que nos deitaram a este ao mundo (que por vezes tão cruel)?
Concordo plenamente com tudo o que aqui foi dito, realmente e uma verdadeira vergonha este tipo de situações.
Mas acho tambem que e uma vergonha a quantidade de erros que este senhor deu no texto "Anónimo | 28-01-2012 22:03que vergonha"
, um verdadeiro atentado a lingua portuguesa PORRA ....... escrever mal la fora.........v
Sou pai e tenho pais...." INTELEGENCIA, ORGULHO, COMPAIXAO, AMOR PROPRIO" . Sera que estas palavras existem nas cabecas destes filhos??? Por amor de deus prendam estes filhos desnaturados que nao tem amor pelos proprios pais..Metam-nos na casa dos pais a ver se eles proprios aguentam com tal situacao...
é uma vergonha os sàoa joanences numca tem direito a uma casa decente mas os que bem de arouca ou outros aredores tm sempre uma cas da camara mas a final as casa sào para os pobres de sào joào da madeira ou para os de fora ou para os siganos .é uma vergonha porca mizeria so dào casa a quem querem a favor e troca de algus euros é sempre a sim quele sào joànense pobre fica para tras porque nào ten diheiro para comprare esses grandes senhores da camara tenhào vergonha olhem mais para a mizeria que vai em nossa regiào que e S,JOàO DA MADEIRA


