Faltaram os matadores, sobrou muito sangue vivo
26-01-2012 | por Augusto Lopes
Um jogo com duas equipas com objectivos bem distintos, os sanjoanenses a procurarem amealhar o maior número possível de pontos, para rapidamente atingirem o patamar da manutenção. Os viseenses, candidatos assumidos à subida de divisão, chegaram a S. João da Madeira com esse mesmo estatuto assumido.
Além de tudo já referenciado, havia a curiosidade de se saber se no final do jogo a Sanjoanense averbaria a sua primeira derrota caseira, ou se o Ac. Viseu teria também a sua primeira derrota como visitante. No final… “tudo como antes, quartel general em Abrantes”.
Foi um jogo que teve empenho, sacrifício e muita vontade de vencer por parte das duas equipas, mas, em abono da verdade, diga-se, assistimos a uma primeira parte de muita contenção de ambos os conjuntos, com um futebol jogado muito a meio campo, mas onde o atrevimento foi sempre quase nulo, com excepção de duas oportunidades de golo, uma para cada lado (ver filme do jogo, minutos quatro e 34), sendo assim, quase que catalogamos estes primeiros 45 minutos como um período onde faltou o sal.
A etapa complementar foi diferente e para melhor, pois ao “menu” já apresentado juntou-se o sal e aí tivemos uma 2.ª parte bem mais emotiva, com os guardiões a serem mais vezes chamados a intervir e, sempre que tal aconteceu, ficou bem patente a classe e categoria, quer de João Silva, quer de Nuno.
Com um futebol com mais profundidade, ambas as equipas procuravam o golo, mas, verdade seja dita, que se o resultado final se coaduna com aquilo que mereceram ambas as equipas, também é verdade que os guarda-redes não mereciam também, como veio a acontecer, a sair dali, com qualquer golo sofrido.
Foi bem notório, no entanto, a maior experiência da equipa da cidade dos viriatos, aliada a nomes bem sonantes do futebol nacional e que em campo tudo fazem para levar a melhor sobre o seu adversário.
Por outro lado, a juventude da equipa alvinegra, tirando os jogos de Oliveira do Hospital e até de Albergaria-a-Velha, é consistente, de raça e de muita técnica, pelo que tem argumentos suficientes para travar qualquer candidato ao primeiro lugar, mesmo que ele seja como o de agora chamado Ac. Viseu.
O jogo visto por José Brito
Defrontámos um adversário que já era muito forte quando lá fomos e que, entretanto, se reforçou, a meu ver, muito bem. É uma equipa muito forte e claramente para subir este Ac. Viseu. Para nós, foi um jogo bem disputado com qualidade e uma maturidade fora do vulgar de jogadores nossos, que ainda o ano passado eram juniores; parece-me, por isso, de enaltecer todo o trabalho que está a ser feito cá.
Em termos de jogo, julgo que a Sanjoanense teve uma oportunidade flagrante na 1.ª parte, para zero do adversário; na 2.ª parte, houve oportunidades equilibradas. Quer me parecer que foi um bom jogo, bem disputado e diga-se que a Sanjoanense fez um jogo excelente.
Temos de pensar nesta fase do campeonato em que temos de ser mais realistas do que propriamente jogar para o espectáculo, para a população, ou para o que quer que seja. Fomos a Alba e quisemos abrir o jogo, indo para cima do adversário e levámos cinco. Hoje, a nossa primeira parte não foi tão conseguida, mas fomos e temos de ser realistas, é assim que tem de ser, dadas as condicionantes deste momento. Vamos ter um jogo extraordinariamente difícil no domingo e vamos ter de ser realistas novamente.


