“Sobreviver da literatura em Portugal é muito difícil”
26-01-2012 | por António Gomes Costa
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“Não sei se existe semelhança entre a biologia e a literatura, agora, uma coisa é certa: eu gosto das duas áreas e nunca juntei as duas coisas”. É desta forma que Sónia Louro - licenciada em Biologia Marinha, mas que acabou por se apaixonar pela literatura e pela história, conjugando-as nos seus romances nas personalidades marcantes da cultura portuguesa - se manifestou à nossa reportagem.
A escritora esteve em S. João da Madeira para falar da sua vida e da sua obra, com destaque para os romances históricos de que é autora e para os episódios que estão por trás desses livros.
Bióloga que se apaixonou pela literatura e pela história
As suas obras falam de grandes nomes portugueses, como D. Sebastião, Aristides de Sousa Mendes e Fernão Mendes Pinto. Em declarações à nossa reportagem, garantiu: “tem sido um trabalho árduo, porque sobreviver da literatura em Portugal é muito difícil”. E explica que “é por amor à camisola” e o trabalho “tem sido positivo, pois é a minha paixão e deixa-me muito feliz”.
«Viriato» foi o seu primeiro romance histórico, quase sem fontes de informação, garante. Em 2008, escreve «A vida secreta de D. Sebastião», uma viagem pela vida íntima do rei e sobre a polémica à volta da veracicidade da sua morte ou sobrevivência. «A verdadeira peregrinação» é também um romance histórico que nos permite recuar 500 anos atrás à aventura empreendida por Fernão Mendes Pinto, na Ásia.
A autora destaca o livro «O Cônsul Desobediente», pela proximidade que conseguiu ter à família de Aristides de Sousa Mendes. “Esta proximidade com os familiares marcou-me e criou-se uma maior envolvência e proximidade com a personagem que estava a trabalhar”. A iniciativa «À Conversa Com…» tem trazido à Biblioteca Municipal de S. João da Madeira vários nomes da literatura nacional.
No final, foram muitos os presentes que entraram em diálogo aberto com a escritora, que se confessou “encantada com a curiosa e atenta audiência”.


