O Pai Natal e as crianças
22-12-2016 | por Andreia Magalhães (Especialista em Psicologia da Educação) COPSYS Consultórios de Psicologia e Saúde
A ouvinte Renata Marques, de Vila Nova de Gaia, pergunta até quando deve uma criança acreditar no Pai Natal? Pois estamos muito próximos do Natal e a verdade é que por todo o lado tudo nos lembra o Pai Natal.
As crianças devem acreditar no Pai Natal até quando quiserem acreditar. Não há uma idade até à qual se pode acreditar no Pai Natal. O facto de a criança acreditar está relacionado com o seu desenvolvimento emocional e a sua maturidade. Cada criança vivencia a fantasia de forma diferente e será ela própria que por volta dos 8 anos irá começar a questionar. Mas não há um momento a partir do qual a criança deva deixar de acreditar. E acreditar até mais tarde não traz consequências negativas para o desenvolvimento da criança.
É importante sempre reforçar os valores da partilha e de solidariedade que o Pai Natal representa, afinal dá presentes a todas as crianças sem pedir nada em troca, só para as ver felizes… E à pergunta: o Pai Natal existe? A resposta verdadeira é um claro sim. Sabemos que o Pai Natal existe, são os pais e os familiares.
Ao tomarem consciência desta realidade, há crianças que ficam profundamente tristes, magoadas e até desiludidas, mas regra geral acabam por se rir e reagir com bom humor. Por vezes, algumas podem chorar e verbalizar que os pais lhe mentiram. O Pai Natal não é uma mentira. Existe, só não é um senhor de barbas brancas.
Mas então devemos ou não falar no Pai Natal? Cada família saberá decidir o melhor e há famílias que não dão tanta importância ao Pai Natal e preferem o Menino Jesus… Falar tanto de um como do outro é uma forma da criança viver a época natalícia com mais magia, sendo que a imaginação e o faz de conta estimulam o desenvolvimento da criatividade, da curiosidade e da resiliência das crianças. O Pai Natal ajuda a criança a desenvolver-se a nível emocional e não traumatiza ninguém. Se assim fosse, a fantasia não passava de geração em geração.


