Meditação de Natal
18-12-2014 | por MANUEL ISMAELINO
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A festividade do Natal exige palavras de circunstância, a assinalar uma vez mais que a esperança dos homens de boa-vontade continua viva, à espera que o Reino de Paz se concretize plenamente.

Deus, feito Homem, sofreu a dor e a infelicidade da Humanidade e cremos que não tenha sido em vão, apesar dos desvarios que observamos, apesar de tantos corações não conhecerem a contrição.

O Presépio de Belém mantém ainda bem brilhante, a orientar os caminhos dos Homens, aquela Estrela que um dia a ele conduziu humildes pastores e ricos Reis Magos.

Perante a manjedoura que servia de berço a um Menino que era Deus, todos ajoelharam, prestando-lhe a homenagem merecida, agradecendo-Lhe a Fé que ao longo dos tempos se manteve em seus corações.

O Desejado dos Povos chegara para conforto dos aflitos, para salvação dos oprimidos, para consolação e alívio de todas as tristezas.

E com Ele chegara o Mandamento Novo de nos amarmos como irmãos.

Muitos, felizmente, são os que o seguem escrupulosamente, fazendo desse mandamento regra de vida, espalhando felicidade à sua volta e contribuindo para um Mundo Melhor.

Um Mundo Melhor seria o nosso mundo, se, na atuação diária de cada um de nós, presidisse o ensinamento de Jesus Menino, tão frágil, tão desamparado no estábulo de Belém.

É preciso viver e reviver o Natal cristão a esta luz, que bem poderia ser farol luminoso a orientar os Homens nos caminhos da Vida.

Não é o Natal apenas poesia a emprestar a sua beleza aos frios meses de Dezembro, todos os anos, há tantos anos...

Mais bela essa poesia, se em nós fizer despertar os sentimentos que nos levem a realizações concretas, se nos levarem a abrir os corações e a darmos as mãos a tantos que no-las estendem esperançados numa ajuda, famintos de uma amizade verdadeira, sequiosos de um amor desinteressado e verdadeiro.

A Paz que os Anjos cantaram no Presépio de Belém há-de ser Cântico que as várias gerações sempre entoarão e um dia virá em que será uníssono o Coro que se fará ouvir na Terra inteira, proclamando o Reino de Deus, o Reino de Paz, finalmente atingido e pelo qual tantos suspiraram e pelo qual tantos combateram o bom combate.

Mais um Natal vamos comemorar.

Mais uma vez os lares se animam, com a alegria das crianças a contagiar as famílias.

Que essa alegria tenha o sabor daquela que a vinda de Jesus trouxe àquela pobre família de Nazaré, José e Maria, para nosso bem predestinados a serem na Terra Pais de um Deus feito Homem.

Que a paz interior e a alegria espiritual a todos nos envolva neste Natal e nos traga a felicidade que a Luz de Belém nos aponta!


 

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