Arquivo: Edição de 05-11-2009
SECÇÃO: Desporto | ||
Natação da AEJ: os objectivos para a nova época A fasquia está elevada para a natação da Associação Estamos Juntos (AEJ). A época arrancou no fim-de-semana de 26 e 27 de Outubro, com Diogo Moreira a vencer o primeiro torneio do ano desportivo. Pedro Neto, o presidente da direcção, e Luís Ferreira, técnico do clube, apontaram os objectivos para esta época a ‘O Regional’. “Nós optamos, outra vez, por não competir com a equipa masculina na 4.ª divisão”, referiu Pedro Neto, já que da “próxima vez que tivermos de competir, temos de disputar um play-off de acesso à 4.ª divisão e achamos que, este ano, ainda não era altura de competir”, explicou o dirigente. Mais forte é a formação feminina. “Em termos femininos, nós descemos da 2.ª para a 3.ª divisão, no ano passado. Portanto, este ano, quase obrigatoriamente que se impõe que nós encaremos a 3.ª divisão com o objectivo de subir, embora seja um objectivo difícil de atingir”, disse o dirigente. A AEJ tem cerca de 40 nadadores e as condições de treino nem sempre são as melhores para que os objectivos possam ser alcançados. Ana nos Europeus, Diogo e Daniela no PAR Em termos individuais, o clube tem três grandes apostas: Ana Rodrigues, Diogo Moreira e Daniela Ferreira. “O objectivo para esta época passa por a Ana Rodrigues ter um pódio no campeonato europeu de juniores”, realização importante para a nadadora, que é esperança olímpica Londres 2012. Além disso, também Diogo Moreira e Daniela Ferreira recebem particular atenção do clube, que tudo fará “para colocar os dois atletas no plano de alto rendimento (PAR)”, referiu o dirigente. “A Daniela tem apresentado alguns resultados que indicam que pode pertencer ao PAR e prova disso foi a demonstração que ela fez cá em S. João da Madeira, sagrando-se vice-campeã nacional. E o Diogo merece que se invista nele, porque eu diria que, como atleta, é dos melhores que a AEJ alguma vez já teve em termos de dedicação, saber estar e postura de treino”, explicou o presidente da direcção. “Sinto-me só à borda d´água” Há 30 anos que Luís Ferreira é treinador de natação e pelas suas mãos já passaram muitos talentos. E mais poderiam surgir, se as condições fossem outras. “Hoje em dia, como técnico, sinto-me um bocado só à borda d´água”, afirmou à nossa reportagem Luís Ferreira, que começa a dar treino às 6h30 da manhã, lecciona na Escola de Natação da autarquia e ao final da tarde volta a treinar os nadadores da AEJ. Pouco tempo sobra para “o apoio directo aos atletas no sentido de os fazer acreditar nos objectivos, avaliar a progressão deles, avaliar as dificuldades que vão tendo em coordenar a escola, a vida pessoal e a vida de atletas”, acrescentando-se que um técnico também tem de se preparar, estar atento às inovações. Treinar nadadores como os que a AEJ tem exige um treinador mais disponível, destaca Luís Ferreira, e também uma equipa de apoio e melhores condições de treino. Por exemplo, um dos três grupos de nadadores – cerca de 25 atletas coordenados por Augusto Macedo – treina em apenas duas pistas, o que reduz as possibilidade de progressão. A Câmara Municipal mostra alguma sensibilidade às necessidades do clube, mas também tem de disponibilizar a piscina para outras actividades. Vontade política conta As piscinas municipais de S. João da Madeira são já pequenas para as necessidades da Escola de Natação e os treinos da AEJ. É com satisfação que os dirigentes do clube vêem o projecto que o novo executivo tem para o local. “Se amanhã aparecer aqui uma piscina de 50 metros, serve para a Ana Rodrigues treinar e serve para os colegas treinarem, e para outros, por mais 30 ou 40 anos”, defendeu Luís Ferreira. Os treinos em 50 metros são feitos em Oliveira de Azeméis e são muitos dispendiosos para a AEJ. “Se houver vontade política, as coisas são possíveis”, disse o técnico da AEJ, consciente da importância que o apoio do município tem para que surjam novos talentos e para que os já existentes evoluam mais. Já Pedro Neto lamentou a falta de um fisioterapeuta, que “faz tanto parte de uma equipa de sucesso como um treinador”, defendeu. Ainda assim, a colectividade está a encarar estabelecer protocolos com universidades para poder ter estagiários a acompanhar os nadadores da AEJ e com o menor esforço financeiro possível. Apesar das dificuldades, equipa técnica e direcção não desistem de colocar os seus nadadores entre os melhores. “Devíamos cultivar a mentalidade de que temos capacidade de levarmos as coisas muito mais longe ”, defendeu Luís Ferreira. “Aqui em S. João da Madeira, estou em crer, que há muito talento para trabalhar”, sublinhou. Por:
Ana Luísa Tavares | ||
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