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Arquivo: Edição de 05-03-2009

SECÇÃO: Educação

Conferência na Serafim Leite

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“Second Life não é de todo um jogo”

Viver uma segunda vida, uma segunda realidade, é possível nos tempos de hoje, através do Second Life. Com o número de utilizadores e activos a crescer de dia para dia, este simulador cria uma realidade paralela. Tendo isso em conta, a conferência «Second Life – uma vida para além do jogo» possibilitou a percepção do que é este fenómeno.
Apesar de na vida real se chamar Teresa Bettencourt, no Second Life (SL) é conhecida por Cleo Bekkers (nome do seu avatar) e fundou a Academia Portucalis, em 2007, uma “ilha” dedicada essencialmente ao ensino.
Ontem, foi a oradora convidada da conferência «Second Life – uma vida para além do jogo», que teve lugar no auditório do Centro Multidisciplinar da Escola Secundária Serafim Leite, com o propósito de dar a conhecer as potencialidades deste simulador.
O “Second Life não é de todo um jogo”, afirmou esta investigadora da Universidade de Aveiro (UA), ontem, à margem da conferência dinamizada pelo núcleo de estágio de electrónica/informática da Escola Secundária Serafim Leite.
À reportagem de ‘O Regional’, a docente explicou que o SL “é uma plataforma virtual em 3D, onde as pessoas socializam, convivem”, sendo que cada pessoa é representada tridimensionalmente. E “atrás daquele boneco”, referiu Teresa Bettencourt, “está mesmo uma pessoa”, que tem que fazer opções, criar conteúdos, fazer amigos, como na vida real.
Para esta docente da UA, a “concepção completamente errada” em como o SL é um jogo é uma das barreiras ao uso deste simulador.Muitos utilizadores que entram pela primeira vez no SL “entram a pensar que é um jogo e não o sendo, depois perdem-se”, salientou a investigadora, explicando que “o SL tem o objectivo que nós quisermos”.
Durante a conferência, Teresa Bettencourt também interagiu com o público, no sentido de perceber se alunos e professores estariam prontos para “sair do contexto habitual da sala de aula”, utilizando no ensino os blogs, o SL, entre outras ferramentas disponíveis na web.

UA representada na Second Life

No ensino universitário português é cada vez mais recorrente a utilização do SL e a UA não é excepção.
“A UA tem um espaço virtual, a SecondUA, onde têm ocorrido vários eventos”, referiu Teresa Bettencourt, acrescentando que “no ano passado foram lá dadas aulas ao nível dos mestrados e licenciaturas”. Neste espaço, possuem também ligações à Associação de Estudantes e até a tuna da Universidade já lá deu um concerto.
A SL é, portanto, uma plataforma virtual de múltiplas utilizações e potencialidades e pode, no caso do ensino, ser mais uma ferramenta disponível.


Por: Ana Luísa Tavares

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