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Arquivo: Edição de 15-09-2007

SECÇÃO: Educação

Castro Almeida, na cerimónia de recepção aos professores
“A escola é o centro privilegiado da igualdade das oportunidades”

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A Câmara Municipal de S. João da Madeira voltou a realizar a cerimónia de recepção de boas- -vindas aos novos professores, a leccionar no concelho no próximo ano lectivo. Nas boas-vindas aos professores, Castro Almeida recordou a vida difícil dos professores e pediu apenas para continuarem a apostar no seu profissionalismo.
Numa cerimónia destinada à recepção dos professores do pré-escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico, da rede pública de escolas do concelho, o Salão Nobre da Câmara Municipal recebeu, na passada quinta-feira, dia 6, cerca de 150 docentes, cinco deles que terminaram o seu percurso profissional e quatro que se iniciam na arte de ensinar. Na Mesa de Honra encontravam-se o presidente da Câmara, a vereadora da Educação bem como os Presidentes dos Agrupamentos e o Presidente da Assembleia Municipal.
Numa altura em que ser professor “é cada vez mais difícil”, estes preparam-se para viverem novas experiências, novos programas, novos alunos, e para muitos até mesmo novos instalações.
Nesse sentido, à semelhança de anos anteriores, a Câmara Municipal de S. João da Madeira ofereceu uma recepção de boas vindas aos professores, seguido de um jantar convívio.
Dirigindo “um voto especial de boas-vindas a quem, pela primeira vez, vem para o concelho”, Castro Almeida referiu-se à cerimónia como “um ritual anualmente repetido, bem como o Natal”, permitindo “reforçar um espírito de elevada união, um bom hábito que a Câmara quer manter”. Por fim, desejou aos presentes que o presente ano lectivo “se traduza em muitas alegrias e satisfação pessoal e profissional”. Referindo mais uma vez que “S. João da Madeira tem muita sorte com os professores que tem”, o edil reconhece o trabalho desenvolvido pela classe docente da cidade e o quanto “se desgastam e esforçam e o muito que sofrem com a vida dos alunos para além da sala de aulas. Aos presentes lembrou que o empenho testemunhado por parte dos agentes educativos da cidade tranquiliza todos os que têm os seus filhos a estudar nas escolas do concelho”. Castro Almeida lembrou, por sua vez, que “a escola e a família são as peças fundamentais da construção da cidade”, pelo que pediu aos professores presentes no Salão Nobre da Câmara que não esmoreçam no esforço com que vêm desempenhando “um trabalho de uma enorme nobreza”.
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Dirigindo-se aos novos professores, mostrou a total abertura do munícipe, referindo que os responsáveis pela autarquia estarão sempre “receptivos, disponíveis e interessados em os apoiar no que for necessário”, além de participarem e trabalharem com todos os professores. Castro Almeida recordou ainda o esforço feito pela autarquia nos últimos anos para criar melhores condições nas escolas, pois “são serviços públicos como os outros” e, diz, “continuamos ainda a fazer melhoramentos, mais nas zonas exteriores em várias escolas”. Somos a única câmara a fazer, em Portugal, e só fazemos agora porque temos as contas em dia e, por isso, se deve este atraso, pois há muito que era vontade da câmara contribuir neste sentido, porque “a escola é o centro privilegiado da igualdade das oportunidades, porque queremos que as crianças mais necessitadas entrem na escola equipados com os mesmos materiais das famílias menos desfavorecidas”.
No uso da palavra, Castro Almeida relembrou o apoio que os alunos carenciados vão receber neste novo ano lectivo. “Vamos assumir esse encargo, que não tínhamos até agora. As despesas vão aumentar cerca de 1.200 por cento, vamos multiplicar por 12 aquilo que gastávamos no apoio a manuais e material escolar destinados aos estudantes mais carenciados”, recordou.
Falando do programa “Escola Solidária”, recordou que este irá abranger cerca de 1.000 alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico. “Queremos contribuir para a igualdade no acesso à Educação. Na idade escolar temos de garantir igualdade de oportunidades para que cada um possa vencer na vida”, considerou Castro Almeida.
Recorde-se que em S. João da Madeira existem nove escolas primárias (com jardim-de-infância), três escolas secundárias e uma EB2/3.
Ao terminar, dirigiu palavras agradecimento aos professores aposentados, que acabaram a sua missão em Julho, agradecendo o “trabalho desenvolvido, muitas vezes contra dificuldades, que encontraram ao longo da carreira”.

Por: António Gomes Costa

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