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Arquivo: Edição de 15-09-2007

SECÇÃO: Educação

Cerimónia inicial do programa “e-Escola” e “e-Professor” assinalou arranque do ano lectivo
Ministro da Economia entregou computadores na Secundária Dr. Serafim Leite

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O ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, esteve esta quarta-feira, dia 12, na Escola Secundária Dr. Serafim Leite, onde presidiu à cerimónia de início do ano lectivo, durante a qual entregou computadores portáteis a dez professores e 20 alunos desta escola. Este acto simbólico, que se repetiu em outras escolas do país, estava inserido no arranque das iniciativas do Governo “e-Escola” e “e-Professor”, que visam a generalização do acesso a computadores pessoais e Internet em banda larga a preços bastante acessíveis.
O ano lectivo 2007/2008 na Escola Secundária Dr. Serafim Leite arrancou de forma diferente. Este estabelecimento de ensino foi um dos que recebeu um membro do Governo para o arranque das iniciativas “e-Escola” e “e-Professor”. Durante a cerimónia, dez professores e 20 alunos receberam das mãos do próprio ministro o seu computador portátil, já com ligação à Internet por banda larga, adquirido a preços acessíveis.
Esta iniciativa do Governo é dirigida, sobretudo, aos alunos do 10.º ano e aos professores do ensino básico e secundário, bem como aos indivíduos em processo de Reconhecimento e Validação de Competências do programa Novas Oportunidades (iniciativa “e-Oportunidades”), tendo como principais objectivos a generalização do acesso a computadores pessoais e à banda larga e a promoção do acesso à sociedade de informação.
A Secundária Dr. Serafim Leite foi um dos 22 estabelecimentos de ensino do país onde a iniciativa arrancou, sendo que na escola sanjoanense foram já 115 (49 para professores e 66 para alunos) os computadores portáteis entregues apenas no primeiro dia. No entanto, ao longo do ano lectivo, este número deverá crescer, pois alunos e professores poderão fazer a sua inscrição nos programas “e-Escola” e “e-Professor”, tal como explicou Anabela Brandão, vice-presidente do Conselho Executivo da escola.

Os custos

Os alunos beneficiários do programa “e-Escola” recebem um computador portátil mediante o pagamento de uma quantia de entrada de 150 euros e um pagamento entre 17,5 e 35 euros por mês, durante três anos, tendo também direito a acesso gratuito à Internet em banda larga pelo mesmo período e a uma linha telefónica.
No caso dos agregados familiares de baixos rendimentos, ou seja, os alunos abrangidos pela Acção Social escolar, estão divididos em dois escalões: os abrangidos pelo escalão de rendimentos mais baixos não pagam qualquer quantia inicial e pagam cinco euros por mês durante três anos e os alunos de um escalão intermédio, criado para este programa, não pagam qualquer quantia inicial e pagam 15 euros mês durante três anos.
Já os professores, através do programa “e-Professor”, têm também direito a um computador portátil, acesso gratuito à Internet em banda larga durante três anos e a uma linha telefónica, mediante o pagamento de uma quantia de entrada de 150 euros e de um pagamento entre 17,5 e 35 euros por mês durante três anos.

Objectivo melhorar a qualificação

Depois de entregar, simbolicamente, os dez computadores a professores e 20 a alunos, o ministro Manuel Pinho referiu-se ao Plano Tecnológico, explicando aos presentes que este é também uma “lista de medidas” que visa “aumentar a capacidade do país em criar mais riqueza”. Um dos principais objectivos passa pela melhoria da qualificação, pois é na “qualificação” que reside o “futuro de todos nós”, como afirmou Manuel Pinho. Para alcançar este objectivo, disse, há que apostar na inovação e na introdução e generalização das tecnologias.
Perante os jovens presentes, Manuel Pinho deu o exemplo de três portugueses, todos com menos de 23 anos que têm levado o nome de Portugal ao estrangeiro: Cristiano Ronaldo, Nelson Évora e Vanessa Fernandes. “O futuro está ao vosso alcance, mas para isso é preciso trabalhar e muito”.

Iniciativa meritória

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Castro Almeida, começou por afirmar que estes programas são “muito meritórios”, pelo que deixou os “parabéns ao Governo”.
O autarca sanjoanense sublinhou ainda estar “confiante” que este é um “esforço que terá de ser prosseguido no futuro, para que todos os professores e alunos possam ter o seu computador pessoal”.

As raízes sanjoanenses
do ministro

Manuel Pinho confidenciou que estar em S. João da Madeira era um “momento especial”, uma vez que tem raízes no concelho, através dos seus avós paternos. O ministro lembrou que, durante cerca de 20 anos, a escola primária que funcionou nas instalações que hoje ocupa a Academia de Música foi dirigida por familiares seus, nomeadamente a sua avó.

Por: Joana Gomes Costa

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