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Arquivo: Edição de 01-01-2007

SECÇÃO: Saúde

Reeducação Postural Global já é possível em S. João da Madeira

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A terapia que contempla a Reeducação Postural Global começa a dar respostas convincentes aos problemas de saúde que se prendem com a postura corporal. Hoje, esta atitude ensina-nos a evitar determinadas “patologias no futuro” de uma forma simples e sem “fármacos”. Em S. João da Madeira já se pratica este tipo de fisioterapia, com resultados muito satisfatórios nos pacientes.
As lesões músculo-esqueléticas, que se enquadram num vasto grupo de patologias e que resultam do desempenho de determinadas tarefas no local de trabalho, têm crescido muito em Portugal nos últimos anos.
“O actual mundo do trabalho, onde se integram os novos métodos e técnicas, nomeadamente com as linhas de montagem e a utilização de equipamentos informáticos, poderá, conjuntamente com muitos outros factores, explicar o importante e crescente número de trabalhadores afectados”, adianta Juliana Ducatti, Fisioterapeuta com especialidade na área da Reeducação Postural Global (RPG).
Este tipo de doenças estão muito relacionadas com indústrias cujos métodos de trabalho implicam realizar tarefas em que são utilizados fundamentalmente as extremidades dos braços e podem afectar diferentes partes do corpo, como por exemplo, o ombro e o pescoço; o cotovelo, a mão e o punho; o joelho e a coluna vertebral, salienta Juliana Ducatti.

A Reeducação Postural Global faz “milagres” nos pacientes
Em 1980, pelas mãos do fisioterapeuta Philippe Souchard nasceu a RPG –, uma técnica que tem como objectivo a correcção das disfunções do sistema músculo- esquelético. Porém, a grande preocupação desta área da saúde prende-se com a preocupação com o “tratar o indivíduo e não a doença”.
A RPG, através de oito posturas, actua no corpo todo simultaneamente, permitindo detectar lesões afins. Assim, durante uma hora, em movimentos lentos, graduais, com uma duração aproximada de vinte minutos, cada postura, o fisioterapeuta tem com objectivo primeiro “alongar e descomprimir o corpo, permitindo que os músculos se automatizem a ficar nas posições fisiologicamente correctas”, já que aqueles estão agrupados em cadeias musculares, “que interferem umas nas outras”. Por isso, a RPG, a partir da dor que existe e faz sofrer, tenta encontrar a sua causa. Aqui radica a principal diferença que a diferencia da fisioterapia tradicional, que se preocupa com a zona corporal lesionada.
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Os “milagres” desta técnica têm mostrados resultados muito satisfatórios em casos graves como a lordose, escoliose, hérnia de disco, entre outras.
Juliana Ducatti, que presta os seus serviços duas vezes por semana na “Clínica de Saúde e Bem estar Leontina Santos”, em declarações a “O Regional”, a fisioterapeuta apontou os muitos sucessos que já conheceu na cidade, que se devem também “à grande vontade das pessoas, muito colaboradoras com os tratamentos”. A mudança de postura acontece no final de cada sessão, “já que a pessoa se sente mais alongada e, até, mais alta”.
Depois de referir que a RPG, em muitas situações, pode evitar as cirurgias, realçou as diversas patologias ortopédicas, neurológicas e somáticas que podem ser superadas com as sessões de tratamento. Reconhece que os diversos tratamentos podem ser cansativos, “pois exigem do paciente um trabalho muito activo”, além da dor provocada em alguns pacientes, “para poder tirar a dor”.

“Temos de dar muito de nós em função do que nos é pedido”
Ana Gomes é dos casos de sucesso desta terapia em S. João da Madeira. Lembrou à nossa reportagem que “sempre me queixei com problemas de coluna”. Correu “seca e Meca” para resolver os seus problemas de saúde, todos “me falaram de postura e, ultimamente, devido à má formação do corpo, apontaram-me a cirurgia”.
Em mãos com um problema com difícil resolução, aquela paciente começou a pesquisar na Internet, a ler artigos sobre a RPG e a localizar médicos com formação nesta área. Depois de muito procurar, soube que em S. João da Madeira era possível tratar-se das suas maleitas. Suspirou de alívio e, “estou muito feliz com a evolução que sinto com os tratamentos” a que se tem sujeitado. “Aprendi a respirar, não tenho tantas dores, consigo colocar a minha postura corporal de uma forma diferente e a evolução tem sido muito agradável”. Embora os tratamentos não sejam doloroso no sentido de dor, “temos de dar muito de nós em função do que nos é pedido. A nossa colaboração é indispensável”, realçou.

Por: António Gomes Costa

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